Família diz ter sido agredida por policiais militares no interior de SE
PM só se pronunciará quando denúncia for oficializada na Corregedoria Cotidiano 27/06/2016 16h00Por Fernanda Araujo
Uma família passou por apuros no último sábado (18) e prefere não ser aidentificada por medo de represália, já que denuncia ter sido humilhada, agredida e presa por policiais militares durante aquela madrugada, no município de Nossa Senhora da Glória (SE). A denúncia foi feita na Defensoria Público do Estado na quinta-feira (23).
Segundo uma das vítimas, os militares, que participavam da Operação da Caatinga e da Polícia Civil, em combate ao tráfico de drogas na região, abusaram da autoridade policial e invadiram a residência sob a alegação de que haveria drogas e armas no local. No momento do fato, estavam pai, mãe, duas crianças de dois e três anos – netos do casal, os dois filhos e genros.
O pai, E.C, conta que os policiais chegaram quebrando a porta e todos os pertences da residência, agrediram os filhos e genros afirmando ter em mãos um mandado de busca e apreensão, que até então não foi mostrado. A vítima diz ainda que foi ameaçada de perder os netos para o Conselho Tutelar.
A filha A.N também relata as agressões contra ela, o esposo e o irmão, e que os militares ameaçaram tomar os filhos através do Conselho Tutelar se não colaborasse. Ela conta que nada de grave foi encontrado, apenas um cigarro de maconha. Enquanto a casa era vasculhada, as vítimas narram que ficaram sob tortura psicológica e física por duas horas, das 4h às 6h, apanhando e ajoelhados.
A família ainda foi detida e encaminhada à Delegacia, sendo liberada apenas por volta das 13h. Na Delegacia, a filha teria sido colocada em uma cela onde só tinham homens. “E propuseram um acordo com meu esposo para ele trocar a liberdade em troca da informação do paradeiro dos indivíduos no prazo de 15 dias, e ainda ameaçaram meu esposo de que se não informasse eles iriam voltar e prender todos. Disseram que iriam tocar fogo na casa com toda minha família dentro. Eles foram lá por duas vezes na intenção de matar a gente. Eles continuam nos ameaçando com ligações pedindo para entregarmos os dois homens que eles procuram, mas não sei nem quem são eles”, denunciou A.N.
Por medo de morrer, a família deixou a residência em Glória e alugou um imóvel. O caso foi encaminhado ao Núcleo de Flagrante Delito da Defensoria Pública para que as providências sejam adotadas por defensores criminais. Segundo a Defensoria, as vítimas prestaram um BO na Corregedoria Geral da Polícia Civil, estiveram na Promotoria de Justiça do Cidadão Especializada no Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público e ficaram de procurar o juiz e promotor da Comarca de Nossa senhora da Glória.
F5 News procurou a assessoria da Polícia Militar. Segundo o tenente-coronel Paulo Paiva, relações públicas da PM, não há como se manifestar oficialmente enquanto a denúncia não for oficializada na Corregedoria da PM. “A PM tem uma ouvidoria e até o momento não temos conhecimento sobre o fato. Se é uma denúncia contra militares, a ouvidoria e corregedoria da PM devem ser procuradas para que as medidas sejam adotadas”, ressalta Paiva.
Com informações da Defensoria Pública do Estado de Sergipe

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