Família de manicure assassinada passa dificuldades
Mãe de Aline Patrícia diz que sustenta família com salário mínimo
Cotidiano 16/05/2013 08h09

Por Marcio Rocha

A aposentada Maria José dos Santos, mãe da manicure Aline Patrícia dos Santos, assassinada no último dia 27 de abril, aos 33 anos por Wendell Batista, preso pela polícia, na tarde da quarta-feira (15), agradeceu à Polícia Civil pelo trabalho realizado que culminou com a captura do assassino de sua filha.

Segundo Maria José, a delegada Tereza Simony prestou toda assistência para a família e garantiu que prenderia o assassino. Wendell Batista matou Aline com vários tiros de revólver, após ela ter feito uma provocação sexual, passando a mão nas nádegas do assassino.

“Minha filha não tinha problema com ninguém, ajudava a manter minha casa e seus dois filhos, uma menina de nove e um garoto de quinze anos. Era uma pessoa alegre e que gostava de fazer amigos, era a alegria do bairro e de repente foi morta dessa maneira covarde. Eu quero apenas saber o porquê dele ter matado minha filha”.

Em entrevista ao programa Sergipe em Evidência, das rádios Atalaia AM e Cidade de Simão Dias, Maria José disse que está passando por dificuldades para poder sustentar os netos deixados pela filha, morta em um crime de natureza torpe.

“Meu neto de 15 anos está procurando emprego por todos os lados, quer trabalhar porque estamos com dificuldades. Aline ajudava a manter a casa e hoje estamos vivendo com apenas um salário mínimo que eu ganho”, disse a aposentada.

A polícia fará a apresentação de Wendell Batista na manhã desta quinta-feira (16), e dará a versão do assassino sobre o crime. Maria José disse que eles não se conheciam e que Wendell atirou também contra um rapaz que estava em companhia da vítima, quando eles estavam em um bar do bairro Jardim Esperança, quando o crime aconteceu.

“Esse assassino nunca tinha visto minha filha antes, tinha porquê matá-la quando ela estava de joelhos pedindo por sua vida? Só me lembro de uma amiga vir correndo aqui em casa para dizer que mataram minha filha. Por nada, minha filha foi morta”, afirmou.

A aposentada pede que seja feita justiça e que o assassino não responda pelo crime em liberdade. Haja vista que Wendell modificou sua aparência para não ser encontrado pela polícia. O assassino havia cortado e mudou a cor dos cabelos para dificultar sua localização.

Segundo informações da mãe da vítima, o assassino foi ao bar para comprar cigarros e populares afirmaram que ele é consumidor de drogas e que eventualmente aparecia no Jardim Esperança para comprar drogas em um conhecido ponto de tráfico do local.

Imagem: Marcio Rocha (F5 News)

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