Faltam profissionais para atender vítimas de violência doméstica no IML
Cotidiano 04/04/2016 17h15

 Por Will Rodrigues e Fernanda Araujo

Uma visita da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Mulher ao Instituto Médico Legal de Sergipe (IML), realizada nesta segunda-feira (4), constatou que apesar das mudanças estruturais a quantidade de profissionais habilitados para realizar o atendimento às mulheres vítimas de violência ainda é deficitária. A ação faz parte de uma análise da rede de atenção à mulher violentada.

Apesar de não estarem compilando dados sobre a violência doméstica sofrida por sergipanas, os deputados observaram que, mesmo com a consolidação da Lei Maria da Penha, ainda é grande a notificação de casos de violência, psíquica, sexual ou física. “Hoje (o atendimento no IML) funciona 24 horas, melhorou bastante o serviço com sala de acolhimento à mulher vítima de violência, que funciona muito bem, mas é fato a falta de profissional, como também a escassez de médicos peritos dentro da estrutura e de uma equipe multiprofissional”, aponta a deputada Goretti Reis (PMDB), que lidera a comissão.

Para a Frente, o ideal seria implantar um modelo de atendimento semelhante ao que é oferecido pela Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, onde a equipe é composta não só por médicos, mas também psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais da área. “Cada profissional tem as especificidades da sua profissão e vai contribuir para melhoria e apoio necessário que essa mulher precisa”, justifica a deputada.

O secretário da Segurança Pública, delegado João Batista, recebeu os deputados e garantiu que a pasta trabalha para aperfeiçoar o atendimento. “Sabemos que existem limitações que teremos que vencer, mas a nossa ideia é melhorar cada vez mais os serviços”, afirmou.

Em relação à falta de funcionários, a pasta informou que desde o ano passado foram nomeados 34 novos peritos lotados em três institutos da Coordenadoria Geral de Perícias da Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (Cogerp), entre eles o IML.

A Frente é composta por 14 parlamentares e está elaborando um diagnóstico da rede de atenção à vítima de violência no Estado. O Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) e a Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) também estão entre os órgãos visitados. Essas visitas vão compor um relatório que será encaminhado ao Governo de Sergipe. “Compete à Frente Parlamentar buscar os caminhos, os mecanismos para que a estrutura do poder público esteja cada vez mais organizada e funcionando adequadamente”, finalizou Reis.

Fotos: Fernanda Araujo/F5 News

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