Falta de médicos no Fernando Franco interrompe atendimento pediátrico
Denúncia foi registrada neste final de semana em Boletim de Ocorrência pela coordenação da unidade de saúde. Cotidiano 07/02/2017 13h45 - Atualizado em 07/02/2017 17h52Por F5 News
O coordenador geral do Hospital Fernando Franco, na Zona Sul de Aracaju (SE), prestou um Boletim de Ocorrência na 4º Delegacia Metropolitana contra a escala de greve dos médicos do plantão realizado neste final de semana.
De acordo com o coordenador Edson Teofilo Fernandes, a escala obrigou que a Pediatria do hospital interrompesse o atendimento por falta de profissionais.
A ocorrência foi registrada neste sábado (4) por volta das 19h. O coordenador afirma que “em virtude da falta de médicos de plantão na pediatria do hospital, devido à escala de greve fornecida pelo Sindicato de Médicos, foi preciso fechar o plantão, ficando assim impossibilitado de atender pacientes pediátricos neste final de semana”.
Os médicos estão de braços cruzados desde o dia 21 do mês passado, juntamente com outras categorias da área da saúde contrárias ao parcelamento do salário do mês de dezembro. Metade do efetivo médico permanece trabalhando nas urgências. Com o efetivo reduzido, as 43 unidades básicas funcionam em esquema de revezamento.
“Temos 44 unidades de família. Dependendo da unidade, tem entre duas ou cinco equipes de saúde. Cada equipe atende uma média de 11 a 12 pessoas por dia. Ou seja, centenas de pessoas deixaram de ser atendidas nesse período de greve”, relata a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde.
O presidente do Sindicato dos Médicos, João Augusto de Oliveira, informou que a escala de médicos é responsabilidade da gestão. Segundo ele, o Sindimed, mandou a escala de greve para a prefeitura informando na escala feita pela gestão quais eram os médicos que estavam em greve. "O sindicato não tem nada a ver com os "buracos na escala"(plantões sem médicos escalados). No ofício entregue a prefeitura informando sobre a escala de greve está bem claro, inclusive informando que na pediatria do hospital Fernando Franco a estratégia utilizada da greve era presencial com rodízio entre os grevistas para manter um atendimento de 50% a população", explicou.
Ainda de acordo com Oliveira, o sindicato não retirou médicos do seu horário normal de trabalho(plantão na jornada prevista do concurso) para ficar ausente do plantão. "A prefeitura e o gestor do hospital são os que têm a responsabilidade por contratar visando não ter plantões sem médicos. O fato de não ter médicos no referido plantão é porque já não tinha nenhum médico em escala normal de trabalho. Caberia, nesse caso, a prefeitura contratar para não deixar e escala sem médicos", afirma o sindicalista.
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