Falta de água altera rotina na Grande Aracaju
Cotidiano 14/05/2015 08h31Da Redação
Desde último sábado (9), quando a ponte localizada no Povoado Pedra Branca, em Laranjeiras caiu, rompendo as tubulações da adutora do São Francisco responsável por 70% do abastecimento de água de Aracaju e cidades da região metropolitana, a população dessas cidades tem sofrido com os transtornos gerados pela falta de água.
O problema afetou todos os setores, alterando a rotina em escolas, hospitais, indústrias, residências e no comércio. O governador Jackson Barreto assinou um decretado declarando estado de emergência nos municípios de Laranjeiras e Maruim; a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) acionou o rodízio de água na capital e a ordem geral é para economizar o pouco de água que se tem.
Os únicos que estão lucrando com o problema são os revendedores de água mineral e os donos de empresas de caminhão pipa que elevaram os preços do produto que passou a valer ouro nas cidades atingidas. Hoje um caminhão pipa na capital custa em média R$ 300. Um gasto que tem saído alto e tem gerado muitas reclamações e prejuízos.
O comerciante João Carlos Pereira é proprietário de um estabelecimento que serve café nordestino, ele explica que precisou alterar o cardápio para evitar o desperdício. “Nosso principal prato é a sopa, e a macaxeira, mas como são pratos que exigem muita água no preparo e depois na limpeza dos utensílios, tivemos que suspender”.
Pereira diz ainda que a água que chegou foi pouca e há dois dias não sobe no reservatório. “O prejuízo tem sido grande, além de suspender os pratos ainda temos que comprar água para beber e copos descartáveis”, reclamou.
Em outra empresa no mesmo bairro, o consumo de água mineral entre os funcionários e clientes passa de seis galões de 20 litros por dia. E para dar conta da limpeza e manutenção dos banheiros, já foi utilizado um caminhão pipa. “Um caminhão já foi, compramos outro e estamos esperando chegar, se continuar assim vai ficar muito difícil”, disse a responsável.
A copeira Rosângela Pereira mora no bairro Rosa Elze em São Cristóvão, e diz que água também não sobe no reservatório. “Chega fraquinha e não sobe, e como passo o dia trabalhando não tenho como encher outras reservas”, disse.
A previsão é de que a obra emergencial que está sendo realizada na adutora fique pronta nessa sexta-feira (15), e que fornecimento de água volte ao normal.

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