Falta d´água altera rotina na Grande Aracaju
Desabastecimento já dura cinco dias
Cotidiano 13/05/2015 19h15

Por Aline Aragão

Desde último sábado (9), quando a ponte localizada no Povoado Pedra Branca, em Laranjeiras, caiu, rompendo as tubulações da adutora do São Francisco, responsável por 70% do abastecimento de água de Aracaju e cidades da região metropolitana, a população desses Municípios tem sofrido com os transtornos gerados pela falta d´água.

O problema afetou todos os setores, alterando a rotina em escolas, hospitais, indústrias, residências e no comércio. O governador Jackson Barreto assinou um decreto declarando estado de emergência nos municípios de Laranjeiras e Maruim; a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) acionou o rodízio de água na capital e a ordem geral é para economizar o pouco de água que se tem.

Os únicos que estão satisfeitos com esse cenário são os revendedores de água mineral e os donos de empresas de caminhão-pipa que elevaram os preços do produto, que passou a valer ouro nas cidades atingidas. Hoje um caminhão-pipa na capital custa em média R$ 300, gasto que tem gerado muitas reclamações e prejuízos.

O comerciante João Carlos Pereira é proprietário de um estabelecimento que serve café nordestino e explica que precisou alterar o cardápio para evitar o desperdício. “Nosso principal prato é a sopa, e a macaxeira, mas como são pratos que exigem muita água no preparo e depois, na limpeza dos utensílios, tivemos que suspender”.

Pereira diz ainda que a água que chegou foi pouca e há dois dias não sobe no reservatório. “O prejuízo tem sido grande, além de suspender os pratos ainda temos que comprar água para beber e copos descartáveis”, reclamou.

Em outra empresa no mesmo bairro, o consumo de água mineral entre os funcionários e clientes passa de seis galões de 20 litros por dia. E para dar conta da limpeza e manutenção dos banheiros, já foi utilizado um caminhão-pipa. “Um caminhão já foi, compramos outro e estamos esperando chegar, se continuar assim vai ficar muito difícil”, disse a responsável.

A copeira Rosangela Pereira mora no bairro Rosa Elze, em São Cristóvão, e diz que a água também não sobe no reservatório. “Chega fraquinha e não sobe, e como passo o dia trabalhando não tenho como encher outras reservas”, disse.

A previsão é de que a obra emergencial que está sendo realizada na adutora fique pronta nessa sexta-feira (15), e que, com isso, o fornecimento de água volte ao normal.

 

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