Facões e dezenas de celulares são encontrados no Copencam
Guaritas desativadas e falta de agentes facilitam ingresso de objetos Cotidiano 05/04/2016 10h16Da Redação
Uma revista, realizada nessa segunda-feira (4), no Complexo Penitenciário Dr. Manoel Carvalho Neto (Copencam), em São Cristóvão, terminou com a apreensão de celulares, armas brancas e artesanais. O Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindipen) voltou a denunciar que a fragilidade da unidade é resultado da falta de pessoal.
Em fotos, divulgadas pelo Sindipen, os detentos aparecem com facões em punho. As imagens também mostram quase 30 aparelhos celulares e carregadores que estavam em posse dos internos custodiados no pavilhão 5, da Ala B. Segundo o sindicato, o baixo efetivo de agentes prisionais e as 13 guaritas desativadas facilitam o ingresso desses objetos que são proibidos no local.
O Copencam é o maior presídio de Sergipe e também o mais superlotado. A unidade que tem capacidade para 800 internos comporta cerca de 2.700 presos, atualmente
Por meio da assessoria de comunicação, a Secretaria de Estado da Justiça (Sejuc) reconheceu que esses problemas são decorrentes da falta de agentes. Segundo a pasta, desde o começo do ano o Governo do Estado já autorizou a realização de concurso público, mas aguarda parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE) sobre a viabilidade de realização, por conta da situação econômica.A Sejuc disse ainda que as guaritas estão desativadas, mas a pasta aguarda resposta do Sindipen quanto à proposta de que a categoria volte a fazer a força-tarefa para reforçar o efetivo.
Quanto à superlotação da unidade, a Sejuc informou que o problema poderia ser atenuado com o início do funcionamento da Cadeia Pública de Estância. De acordo com a pasta, a unidade está pronta e deve criar 196 vagas no sistema prisional, mas sua inauguração depende do aumento no número de agentes.
Fotos: cedidas pelo Sindipen

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