Exploração sexual de menores é debatida em Aracaju
Ciclo aborda prevenção e combate Cotidiano 05/09/2014 19h45Por Aline Aragão e Will Rodrigues
Aracaju recebeu nesta sexta-feira (5) a segunda etapa do ciclo de debates promovidos pelo Governo Federal para prevenir e combater a exploração sexual de crianças e adolescentes. O evento foi realizado no auditório do Senac, no Bairro São José, e buscou sensibilizar profissionais ligados ao turismo, como empresários de hotéis, bares e restaurantes, e entidades ligadas à saúde.
Aracaju é a primeira capital a receber a série de palestras. Ao todo, outras dez cidades participarão deste que é o segundo momento do ciclo. O primeiro foi realizado nas 12 cidades que sediaram os jogos da Copa do Mundo e mobilizaram, diretamente, cerca de duas mil pessoas. Foram distribuídos mais de meio milhão de peças de material publicitário, folhetos e adesivos a bares, hotéis, Centros de Atendimento ao Turista, rodoviárias e aeroportos de todo o Brasil.
Em Sergipe, o ciclo conta com o apoio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur) e a Empresa Sergipana do Turismo (Emsetur). Segundo o coordenador-geral de Proteção à Infância do MTur, Adelino Neto (foto ao lado), o objetivo é sensibilizar as pessoas da região para que coloquem cada vez mais em pauta a questão da exploração sexual de crianças e adolescentes.
“É preciso ressaltar que turismo sexual é crime. Vamos mostrar os mecanismos que os Ministérios têm e que colocam à disposição da sociedade para que ela possa utilizar na prevenção e no enfrentamento a esse problema”, diz Adelino.
Durante o ciclo, ele apresentou a campanha Proteja Brasil, que estimula a população a prevenir e denunciar possíveis violações de direitos de menores por meio do Disque 100. A campanha também está na internet, com um aplicativo distribuído gratuitamente pela Google Play ou App Store. Professores, gestores públicos, líderes comunitários e demais representantes de entidades que participam do encontro podem ter acesso ao Manual do Multiplicador.
“Promovemos toda essa discussão com a sociedade, pessoas interessadas, para que a gente possa tirar esse assunto da escuridão e colocar na pauta, na agenda do Brasil, como um assunto importante. Afinal de contas, o país trata com prioridade absoluta as crianças e adolescentes na sua legislação e tem que fazer isso na prática também”, alertou o coordenador.
Além desse trabalho de sensibilização, também existem outras formas de luta contra a exploração sexual de menores no turismo. “O Governo Federal criou o Disk 100 para que a população pudesse denunciar abusos contra crianças e adolescentes de forma anônima. Até agora nós tivemos mais de 3 milhões de denúncias, que foram encaminhadas aos órgãos de proteção. A quantidade de denúncias não representa o aumento do problema e sim o aumento da conscientização”, afirma Adelino.

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