Exigência de exame toxicológico não agrada motoristas em Sergipe
Cotidiano 23/03/2016 18h00Da Redação
A Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que estabelece a obrigatoriedade de exames toxicológicos para habilitação, renovação ou mudança da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para as categorias C, D e E, já está valendo e afeta diretamente motoristas profissionais de transporte rodoviário coletivo de passageiros e de cargas.
O exame vai identificar o uso de substâncias psicoativas no organismo do motorista e oferecer mais segurança no trânsito em relação ao transporte de cargas e vidas.
O caminhoneiro Ricardo Soares está passando pelo processo de renovação da CNH e disse que foi pego de surpresa com a nova regra; não pela exigência, mas pelo valor que está sendo cobrado pelas clínicas. “Me cobraram R$ 700 pelo exame, isso é um absurdo, nem todo mundo tem esse dinheiro”, reclama.
Segundo o Sindicato dos Caminhoneiros de Sergipe, as clínicas estão aproveitando a exigência para aumentar o valor do exame. O presidente da entidade, Henrique Aragão, disse que está fazendo uma lista com os valores cobrados e a rede credenciada está cobrando mais.
Para Henrique, o exame não deveria ser exigido para todos, apenas para quem trabalha com o transporte de passageiros. Ele disse ainda que, ao fazer o exame, o condutor está construindo uma prova contra si mesmo, e por isso, não concorda com a nova regra.
Detran
Segundo a diretora de Atendimento e Credenciamento do Departamento Estadual de Trânsito – Detran/SE, Luciana Deda, o papel do órgão é apenas informar e orientar os condutores, já que o credenciamento das clínicas é feito pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). “O processo não passa pelo Detran, nós estamos aqui apenas para facilitar o processo e orientar os condutores”, disse.
No site do Detran/SE, foi divulgada uma lista com nomes das clínicas que compõem a rede coletora credenciada pelo Denatran para a realização do exame.

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