Ex-policial acusado de matar pedreiro na ponte do João Alves é preso
Cotidiano 25/05/2016 17h30Por Will Rodriguez*
Uma operação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) culminou na prisão do policial militar reformado, Jailson Sousa Mota, 47 anos. Ele é acusado de matar o pedreiro Jackson Antônio da Silva, 26 anos, na cabeceira da ponte que dá acesso ao Conjunto Marcos Freire 2, em Nossa Senhora do Socorro, confirmando a versão apresentada pela famílias à época do delito.
O crime ocorreu no dia 24 de abril de 2015, exatamente um ano e um mês depois, nessa terça-feira (24), o ex-PM foi localizado no município de Porto Real do Colégio, no estado de Alagoas. Ele também é acusado pela tentativa de homicídio contra outro homem que estava com Jackson no momento do crime, mas sobreviveu porque pulou da ponte. O ex-militar nega a autoria do crime, mas caiu em contradição porque foi detido em posse da pistola .40 usada no homicídio.
Em depoimento, o sobrevivente relatou que houve uma briga de trânsito próximo a um posto de combustível do Marcos Freire 2 e por isso, o Getam foi acionado. Na abordagem, os policiais não encontraram irregularidades com os dois rapazes. “Exceto uma restrição administrativa porque eles estavam com uma motocicleta sem documentação. O veículo foi apreendido e os dois rapazes foram embora a pé”, relata a delegada.As investigações mostraram que quando os dois rapazes estavam no meio da ponte, um carro cruzou a pista e Jailson já saiu atirando, matando Jackson. O colega de Jackson, que não teve o nome revelado pela polícia, pulou da ponte, ficando com alguns ferimentos pelo corpo. “Buscamos imagens do posto de combustível, começamos as investigações e a vítima sobrevivente reconheceu o policial. O cabo Mota confirmou que houve uma discussão de trânsito, mas nega que tenha sido o autor do homicídio”, afirma Zulnária.
Patente
De acordo com o tenente-coronel Paulo Paiva, chefe da Comunicação da PM, Jailson Sousa Mota não era sargento, mas cabo reformado. No entanto, por receber gratificações nos vencimentos como terceiro sargento se autointitulava como sargento Mota. “Ele foi para reserva remunerada em 2013 após ser considerado inapto para o serviço policial militar por ter sido diagnosticado com uma cardiopatia degenerativa grave”, detalha.
Paiva ressaltou que o Comando da Corporação lamenta que um policial militar, ainda que reformado, tenha agido de tal forma. “A PM vai aguardar a judicialização desse fato e a decisão judicial inerente a essa situação. É bom esclarecermos que quando ele cometeu esse crime, não estava mais trabalhando como policial militar; esse é um fato da vida privada desse cidadão que vai responder na Justiça por seus atos”, enaltece.Jailson Sousa Mota está preso preventivamente por determinação do Juízo da Comarca de Nossa Senhora do Socorro. A Polícia Civil ainda tem 10 dias para concluir o inquérito e nesse período várias diligências serão realizadas a fim de finalizar as investigações.
*Com informações da SSP/SE
Foto: SSP/SE

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