Ex-deputado Mundinho da Comase é preso em Aracaju
Operação da Polícia Civil prendeu outras pessoas no interior de Sergipe Cotidiano 29/07/2015 06h44Da Redação
Uma operação do Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), da Polícia Civil, deflagrada nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (29) cumpriu três mandados de prisão preventiva de pessoas que estariam envolvidas com o suposto desvio das verbas de Subvenção da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese). Foram presos, o ex-deputado estadual Raimundo Lima (Mundinho da Comase), no prédio onde ele reside, na zona Sul de Aracaju e outras duas pessoas na cidade de Lagarto, identificadas como Algifranco Patríck de Vasconcelos e Igor Henrique de Vasconcelos.
A delegada do Deotap Danielle informou que os mandados foram expedidos pelo Juiz da Vara Criminal de Lagarto e fazem parte de um inquérito instaurado a pedido do Ministério Público daquele Município. Os suspeitos são ligados à Associação Lagartense de Jovens, Amigos do Povo e do Desenvolvimento Social (Ala Jovem).
“As investigações mostraram uma intensa movimentação financeira na conta dessas duas pessoas que foram presas em lagarto, um é professor e outro é um funcionário que ganha muito pouco, mas movimentaram cerca de quatro milhões de reais em suas contas”, observou Danielle.
Os presos prestam depoimento na sede da Delegacia Plantonista, em Aracaju. O promotor Henrique Cardoso, coordenador do Grupo de Combate a Corrupção do MPE participa da oitiva. O inquérito conduzido pela Polícia Civil investiga os crimes de formação criminosa, peculato e lavagem de dinheiro.
Justiça Eleitoral
O ex-deputado Mundinho da Comase também foi denunciado pela Procuradoria Regional Eleitoral em Sergipe (PRE/SE), em novembro do ano passado, por supostas irregularidades no repasse e na aplicação de verbas de subvenção social. Como ele não foi reeleito nas eleições de outubro de 2014, o MPF pediu a cassação dos direitos políticos por oito anos.
As investigações do MPF apontaram que Mundinho destinou R$ 439 mil para a Associação Antônio Vieira Lima Neto, em Itabaianinha. A Justiça Eleitoral colheu depoimento de Maria Cardoso Vieira por ter sido apontada pelo presidente da instituição como pessoa de influência na gestão financeira da instituição, além de ser ex-mulher do ex-deputado.
Já o servidor da Alese Dilson Cavalcanti Batista Filho, prestou esclarecimentos sobre o recebimento de vários cheques da entidade. Ele revelou que vendeu dois carros a uma pessoa que conheceu na Alese e recebeu como pagamento recursos das subvenções destinados pelo então deputado à Associação de Itabaianinha.
Foto: Cedida para F5 News
*Matéria Atualizada às 8h43

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