Euclides Figueiredo: ampliação da via deve ser concluída em 14 meses
Cotidiano 18/12/2015 16h56Por Fernanda Araujo
A ampliação da Avenida Euclides Figueiredo, na Zona Norte de Aracaju (SE), teve o pontapé inicial na tarde desta sexta-feira (18). A obra, orçada em R$ 14,5 milhões em verbas federais e municipais, foi anunciada em julho deste ano com abertura de licitação no dia 10 de agosto, e agora foi assinada a ordem de serviço pelo prefeito João Alves Filho (DEM).
A prefeitura promete que a avenida será ampliada com melhorias na iluminação pública da área, sinalização semafórica inteligente, faixa de pedestre e fiscalização eletrônica com velocidade permitida a 60 km/h. A obra, que deve alargar toda a via, está prevista para durar de 12 a 14 meses, sendo este o primeiro passo para a instalação do tão esperado sistema BRT.
A Euclides Figueiredo possui 4 km de extensão, une a zona norte da capital com o Complexo Taiçoca, na cidade de Nossa Senhora do Socorro, e permite a passagem para a zona sul de Aracaju seguindo pela avenida Tancredo Neves, ou descendo para o Centro de Aracaju, pela avenidas Visconde de Maracaju, Maranhão e São Paulo. Atualmente, ela é uma via estreita, com apenas duas faixas de rolamento para bicicletas, motos, carros, ônibus e caminhões. As calçadas também são estreitas e irregulares, forçando o pedestre a disputar espaço na faixa de rolamento.
De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura, a obra será feita por etapas, já que seria impossível interditar toda a extensão da via. Apenas o trecho a ser trabalhado terá o trânsito interrompido, o qual será readequado com desvios e rotas alternativas através da SMTT. A avenida deverá contar com duas faixas de rolamento, totalizando 12 metros de largura de via livre (à disposição do fluxo de veículos). Todas as paradas de ônibus contarão com recuo, para que o ônibus pare no ponto sem interferir no fluxo da via.
O secretário Luiz Durval, em entrevista ao F5 News em julho, chegou a afirmar que a pista dupla vai ‘reconquistar’ espaços que foram invadidos pelos moradores da região. Casas que avançaram sobre a via voltarão à dimensão original e seus donos serão indenizados, sem serem removidos do local.Confirmado anteriormente, a obra não deve contemplar a ciclovia, apesar do grande fluxo de bicicletas na região. Para a PMA a construção da ciclovia ficaria muito onerosa aos cofres públicos e não há espaço suficiente. “Tomaria três metros e sobrariam nove, que não poderia usar para duas vias. Para ter mais três metros precisaria indenizar 420 imóveis”, disse Luiz Durval à época. Já o superintendente da SMTT, Nelson Felipe, afirma que serão implantadas ciclorrotas nas vias paralelas, que devem trazer mais segurança para o ciclista, pois haverá um fluxo menor de veículos.
Foto: divulgação PMA
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