Estudo revela que 45% da população sergipana dirige algum veículo
Pesquisa detalha o comportamento do sergipano no trânsito Cotidiano 13/07/2015 19h15Da Redação
As características do brasileiro no trânsito, com foco nos seus hábitos e na segurança. Estas são um dos principais temas da segunda etapa da Pesquisa Nacional de Saúde 2013 (PNS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no mês de junho, e que foi avaliada na realidade sergipana pelos técnicos do Observatório de Sergipe.
“O estudo demonstra que, em Sergipe, as pessoas precisam estar mais atentas ao uso de cinto de segurança no banco de trás e ao uso frequente do capacete ao andar de moto”, alerta Ciro Brasil, superintendente de Estudos e Pesquisas da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag).
O levantamento mostrou que 697 mil pessoas, ou seja, 45,5% da população do estado dirige algum veículo, seja carro ou motocicleta. A moto é opção para 32% da população, enquanto os carros correspondem a 13,3% dos condutores sergipanos.
Os números mostram que a moto é mais popular no Nordeste, onde 30,7% da população a dirigia, frente a uma média de 24,9% no restante do país. 54,5% da população sergipana não dirigia, resultado superior ao observado no Brasil (51,4%) e inferior ao verificado no Nordeste (58,3%).
Em relação à segurança dos sergipanos que andavam de carro nos últimos 12 meses, 69,7% informaram sempre usar cinto de segurança no banco da frente quando dirigiram ou eram passageiros. “Isso deixou nosso estado acima da média nordestina, que foi de 66%, mas bem abaixo da média brasileira, que é de 79,4%. Além disso, 6,7% das pessoas declararam quase sempre usar o cinto, 11% às vezes e 12,6% raramente ou nunca”, explica Michele Oliveira, diretora de Pesquisas, Estudos e Análises da Seplag.
Sinal de alerta
Mesmo com alguns índices apontando para uma relativa conscientização no trânsito em relação ao cinto de segurança dos condutores, os dados apontam que, dos sergipanos que andavam de automóvel, apenas 31,7% afirmaram sempre usar cinto de segurança no banco de trás. Um número baixo se levado em consideração a importância desse acessório para a segurança veicular, bastante lembrada pela mídia e órgãos fiscalizadores nas últimas semanas.
Os piores resultados neste quesito foram observados para as mulheres (29,3%), jovens de 18 a 29 anos (26,5%) e pessoas sem instrução ou com o fundamental incompleto (29,7%). “Outro dado preocupante é que 30,9% dessa população respondeu nunca usar, e 15,3% raramente usar cinto de segurança quando estão no banco de trás”, completa Ciro Brasil.
Os dados sobre o uso do capacete entre motociclistas também não podem ser considerados bons. 64,1% afirmaram sempre usar o acessório, índice abaixo do observado no Nordeste, que é de 72,9% e no Brasil de 83,4%. Os resultados são ainda mais baixos no universo de pessoas sem instrução ou com fundamental completo (62,7%). Complementado os dados de frequência de uso, 10,4% da população revelaram quase sempre usar capacete, 13,7% às vezes e 11,7% raramente ou nunca usar o acessório obrigatório.
Em números gerais, observou-se que, das pessoas com 18 anos ou mais de idade em Sergipe, 52 mil (3,4%) se envolveram em acidentes de trânsito com lesões corporais, nos últimos 12 meses que antecederam à pesquisa. Esse resultado foi de 3,4% para o Nordeste e 3,1% para o Brasil. Nota-se um percentual mais elevado para homens (5,4%), jovens de 18 a 39 anos (8,8%) e pessoas com nível de instrução mais elevado.
O significativo número de pessoas que ainda não usam capacetes preocupa ainda mais ao sabermos que 50,6% dos sergipanos envolvidos em acidentes com lesões corporais, nos últimos 12 meses antecedentes à pesquisa, eram condutores de motocicleta. Merece destaque os homens (84,8%), os jovens de 18 a 29 anos de idade (40%) e as pessoas sem instrução e fundamental incompleto (40%). Esse resultado foi inferior ao observado no Nordeste (54,4%) e superior ao observado no Brasil (45,2%).
No último final de semana, os acidentes motociclísticos voltaram a liderar as estatísticas de atendimento no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) com 52 pacientes, dos quais 15 ficaram internados. Os acidentes automobilísticos resultaram em nove atendimentos, mas nenhuma internação.
*Com informações da Agência Sergipe e Secretaria de Estado da Saúde
Foto: avenida Tancredo Neves/Divulgação SMTT

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