Estudo mostra aumento de mortes no trânsito em Sergipe
Para a Secretaria de Saúde, crescimento no uso de veículos individuais, como ciclomotores, contribuiu para mortalidade em dez anos. Cotidiano 03/10/2016 11h30 - Atualizado em 03/10/2016 12h05Por Fernanda Araujo
O trânsito é um dos principais desafios enfrentados atualmente que, para muitos estudiosos, se deve ao crescimento desordenado das cidades; os congestionamentos, as vias cada vez mais abarrotadas de veículos e de motoristas apressados, que não respeitam faixa de pedestre ou o mesmo pedestre que não se importa em atravessar a via fora dela.
O cenário de mortalidade e morbidade causado pela violência nas vias urbanas e rurais envolvendo veículos em Sergipe, tendo o condutor como o principal responsável, tomou um crescimento preocupante, de acordo com o Informe sobre Acidentes de Trânsito em Sergipe.
O estudo realizado em dez anos pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), através do Núcleo Estratégico (Nest), aponta que o estado apresentou aumento na taxa de mortalidade entre os anos de 2006 (18,74/ 100mil habitantes), atingindo seu ápice em 2013, cuja taxa de mortalidade foi de 29,65. O índice declinou em 2014 para 23,65 e voltou a se elevar em 2015, com dados preliminares que registram uma taxa de 24,52 para cada 100 mil habitantes.
De acordo com o estudo, a capital sergipana, Aracaju, foi a única que apresentou redução percentual no período estudado, com as menores taxas dentre as regiões, com variações percentuais negativas ano a ano e que resultou, entre os anos de 2010 e 2015, numa redução percentual de - 41,21.
Segundo Eliane Nascimento, coordenadora do estudo, os municípios de Nossa Senhora da Glória e de Itabaiana foram responsáveis pelas maiores taxas de mortalidade no período, disputando e alternando o primeiro lugar em mortes por acidentes de trânsito por 100 mil habitantes. A maior taxa demonstrada no período ocorreu em 2010, no município de Itaporanga d’Ajuda (65,73/ 100 mil hab). Laranjeiras apresentou uma linha decrescente a partir de 2011.
Já em relação aos que ficaram com sequelas por causa de acidente de trânsito, o número de atendimentos aumentou com o passar dos anos no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), e a maioria são homens. Para cada mulher acidentada de carro, duas pessoas são do sexo masculino. Em relação a acidente de ciclomotores, a estatística aumenta para quatro homens. Em 2010, para cada vítima de acidente de carro havia 3,55 vítimas de acidentes de motocicletas, índice que aumentou para 6,80 vítimas em 2015.
Aumento das frotas
Pelo estudo, o sergipano tem preferido o meio de transporte individual, ao invés do coletivo. A partir de 2010, o maior percentual foi para os ciclomotores comparando às frotas de carro. Já a frota de ônibus se manteve praticamente a mesma nos 10 anos estudados, o que, segundo a coordenadora contribuiu significativamente para o número de mortes no trânsito.
“Comparando o período de 2006 a 2015, observamos um aumento percentual de 145,75% no número de meios de transporte em geral”, afirma Nascimento. Mas a mesma análise, realizada por Região de Saúde – são sete no total –, retrata resultados diferentes do Estado. “Na de Aracaju, por exemplo, houve uma variação percentual negativa de veículos (- 9,42). Em contrapartida a um incremento para ciclomotores (+45,44)”, informa. A redução percentual do estado de Sergipe foi de -13,26 para veículos, enquanto que para os ciclomotores houve um incremento de +32,65.
As regiões em que tiveram aumento de ciclomotores foram Lagarto, Estância, Pedrinhas, Boquim e Tomar do Geru, Socorro, Rosário do Catete, Japaratuba, Pirambu, Carmópolis, Santo Amaro das Brotas e Propriá. Já a região de Saúde de Itabaiana foi o inverso, teve maior número de carros entre 2006 e 2015. “Este resultado foi produto do aumento proporcional da frota de veículos em nove dos 14 municípios da região, além da redução na frota de motocicletas em cinco cidades”, complementa a coordenadora do Nest/SES.
A Região de Saúde de Nossa Senhora da Glória também apresentou variação percentual positiva para a frota veicular (0,92), ou seja, foi na contramão da tendência nacional e sergipana.
Com informações da SES/SE
Foto: Ricardo Pinho/Samu

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