Estudantes reclamam de insegurança no campus da UFS em São Cristóvão
Segundo a Instituição de ensino, a situação já foi pior
Cotidiano 19/09/2014 10h38

Por Aline Aragão

A denúncia de uma universitária sobre a insegurança na Universidade Federal de Sergipe levantou a questão sobre a vulnerabilidade da instituição. Para um estudante que preferiu não ser identificado, a universidade não controla a entrada e saída de pessoas nem de veículos, com isso, a incidência de roubos e furtos no local é frequente.

Na última quarta-feira (16) dois estudantes registraram ocorrência na 6ª delegacia metropolitana, que fica no Conjunto Eduardo Gomes, na Grande Aracaju. A estudante Viviane Andrade Bastos disse que estacionou o carro por volta das 8h da manhã e quando retornou, ao meio dia, percebeu o furto. Ela conta que o arrombador, desativou o alarme, abriu a porta sem deixar marcas e desmontou o banco traseiro. “Eles são profissionais, levaram meu som, o estepe e também o notebook que estava na mala do carro”, reclama.

Para Viviane, a UFS não investe em segurança e a quantidade de vigilantes não é suficiente para atender toda instituição. “Se tivesse pelo menos um sistema de câmeras poderia inibir essa ação ou identificar quem são os culpados”, observa.

A segurança ostensiva na universidade é feita por uma empresa de vigilância terceirizada. Por dia, cerca de 25 vigilantes trabalham em turno de 12 horas, e a noite 23. Alguns em postos fixos e outros fazendo ronda. Quando a equipe do F5 News esteve no local onde o carro da estudante foi furtado, havia dois vigilantes fazendo a segurança da área.

O chefe da segurança Leonel Silva Feitosa, concorda que a falta de câmeras de segurança e um número maior de vigilantes torna a segurança da instituição vulnerável, mas ressalta que a situação já foi pior. “Passamos quatro meses sem registrar nenhuma ocorrência, até esta semana. Em dois anos nós conseguimos reduzir o número de ocorrências em 70%”, destaca.

Feitosa falou também que a instituição tem buscado soluções para melhorar a segurança do local. Entre os projetos, que estão previstos para 2015, está à instalação de câmeras em toda universidade, priorizando estacionamentos, vias e corredores. “O sistema será monitorado 24 horas por dia, o que com certeza irá inibir ações de marginais”, disse.

Ainda segundo Leonel, o número de vigilantes por turno será ampliado para 32. E estão sendo adquiridos mais veículos – dois carros e quatro motos - para fazer a ronda. Para melhorar a visibilidade no campus à noite estão sendo instalados 180 postes de iluminação dos mais baixos, com cerca de seis metros de altura. Quando questionado sobre a entrada e saída de pessoas e veículos, o chefe da segurança explicou que por se tratar de uma universidade pública, não pode restringir a entrada de pessoas, mas que também já existe um projeto para que o controle de acesso seja feito.

 

 

 

 

Foto principal: Reprodução/Internet

Foto 2 e 3: Aline Aragão

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