Estudantes denunciam racismo em supermercado de Aracaju
Cotidiano 24/03/2017 10h39Por Will Rodriguez
Uma denúncia de um suposto episódio de racismo em um supermercado de Aracaju está mobilizando a comunidade local. Em relato publicado em seu perfil do Facebook, a estudante Lorena Lelis conta como ela e outras duas amigas foram abordadas por um idoso dentro do estabelecimento comercial, na noite desta quinta-feira (23).
“Um idoso começou a nos agredir verbalmente chamando nossos cabelos de "cabelo de cupim", chamando de gostosas, se jogando em cima, lambendo os lábios e insinuando coisas ridículas contra nós. Assim que houve uma tentativa de defesa, ele partiu pra agressão física contra minha pessoa, jogando café, partindo em cima de mim com murros e pontapés”, postou Lorena.
Segundo ela, uma equipe do supermercado levou as vítimas e o idoso até a gerência, mas na sequência, ele foi liberado. As meninas prestaram um boletim de ocorrências, mas o suspeito ainda não foi identificado. “Muitas pessoas estavam no local, muitas delas filmaram o ocorrido. Então o boletim já foi feito, mas agora precisamos urgentemente dessas imagens pra poder reconhecer esse covarde já que não sabemos nada sobre ele”, escreveu Lorena.O fato ganhou repercussão na rede social e centenas de pessoas postaram comentários em solidariedade às estudantes. “Absurdo que algo desse tipo ainda aconteça nos dias de hoje”, disse um internauta.
Procurada pelo F5 News, a assessoria de comunicação da rede de supermercados encaminhou uma nota na qual afirma que os colaboradores prestaram assistência aos clientes assim que tomaram conhecimento do fato. “A rede GBarbosa repudia qualquer tipo de atitude desrespeitosa, preconceituosa ou de assédio em seus estabelecimentos. Por isso, nos colocamos desde já à disposição das autoridades competentes para auxiliar na investigação do caso”, disse.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que as vítimas prestam depoimento, na manhã desta sexta-feira (24), no Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) à delegada Mariana Diniz, que deve se pronunciar sobre o inquérito posteriormente.

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