Estudante confundido com motorista de Uber é perseguido por taxistas em Aracaju (SE)
Este é o segundo caso registrado desde que aplicativo começou a operar. Sintax diz repudiar ato de violência.
Cotidiano 06/01/2017 11h06 - Atualizado em 06/01/2017 11h52

Por Fernanda Araujo

Um estudante da Universidade Federal de Sergipe (UFS) foi perseguido, segundo ele, por taxistas que o confundiram com motorista de transporte particular Uber. O caso foi registrado na Delegacia Plantonista.

A vítima relatou em Boletim de Ocorrência que, na noite de quinta-feira (5), por volta das 21h, saía da UFS campus São Cristóvão, juntamente com um colega da universidade, quando foi perseguido por três taxistas de uma cooperativa de táxi especial que faz a linha São Cristóvão e Eduardo Gomes.

Segundo o jovem, os taxistas o teriam confundido como um motorista do aplicativo Uber, e fecharam o veículo da vítima, um Prisma de cor prata, ano 2017, tentando impedir a saída dele no local. A vítima conta que engatou a ré e conseguiu fugir, com receio de que algo mais grave acontecesse.

A perseguição se deu da porta da UFS até o Batalhão da Polícia Militar do Bairro América, em Aracaju. O carro do jovem chegou a ficar danificado, com arranhões na lateral esquerda, no para-choque traseiro e dianteiro. Segundo o relato, os taxistas somente pararam o encalço após a vítima encostar o veículo no Batalhão.  

Diante dos relatos, o Sindicato dos Taxistas de Sergipe (Sintax) afirma que, oficialmente, não foi informado sobre o ato até o presente momento. O vice-presidente Gerson Ferreira disse que o sindicato repudia e não aceita qualquer atitude de violência de qualquer pessoa, seja a taxistas ou motorista de transporte de aplicativo.

O Sintaxe entende que os taxistas devem brigar apenas dentro da forma da lei e não acata violência. “Existem leis vigentes no estado, no município, no país. O sindicato defende o direito do taxista dentro da forma da lei, atos isolados de qualquer pessoa que seja ficarão por conta de quem provocou. Estamos tomando conhecimento agora, não temos certeza do que aconteceu. O sindicato não vai procurar o taxista A, B ou C, estamos abertos para receber os taxistas e a imprensa para conversar”, acrescentou Ferreira.

Este já é o segundo caso registrado em Aracaju desde que o aplicativo passou a operar na capital. Em dezembro passado uma mulher, neste caso motorista de Uber, foi supostamente cercada e ameaçada por taxistas que não deixaram o passageiro embarcar. Enquanto a motorista recebia um turista na Orla de Atalaia, os taxistas teriam ameaçado atear fogo no veículo.

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