Estado e Municípios buscam soluções para Educação em Sergipe
Fórum discute construção dos planos de educação de forma colaborativa Cotidiano 13/03/2015 12h45Por Fernanda Araujo
Buscar colaboração entre Estado e Municípios e dar início à construção dos planos municipais e estadual de educação são os principais objetivos do 1º Fórum Estadual da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), em Sergipe, que acontece nesta sexta-feira (13), no auditório da Secretaria de Estado da Educação (Seed). O Fórum teve a presença do secretário de Estado da Educação, Jorge Carvalho, do assessor técnico e ex-presidente da Undime Nacional, Carlos Eduardo Sanches, entre vários secretários municipais e conselheiros de educação.
Segundo a secretária municipal de Educação de Aracaju e presidente da Undime/SE, Márcia Valéria Lira Santana (foto abaixo), desde o ano passado começou o desejo de tentar unir as esferas estadual e municipal, para melhorar a educação no Estado e em Aracaju.
“Colaboração é uma palavra bem bonita, mas a implantação é complexa porque as realidades são muito variadas e nem sempre a gente tem gestores alinhados com o propósito de se integrarem para oferecer política de qualidade, independente da rede em que o estudante se encontre. No entanto, acredito que esse ano vai ser profícuo para a educação públi
ca do Estado de Sergipe quando teremos a oportunidade de alinhar essas metas e criar novas expectativas”, acredita.O plano de educação, de acordo com a secretária, está ligado tanto ao ensino como também à parte estrutural das escolas. “Alfabetização das crianças, qualificação e formação de professor, planos de carreira, valorização do magistério, estrutura física das escolas, tecnologia e inovação. Tudo isso passa por um padrão de qualidade, por exemplo, do IDEB, e se fizermos isso harmonicamente, respeitando a autonomia dos entes federativos e autoridade delegada às figuras das secretarias de educação”, ressalta.
Para o assessor técnico da Undime Nacional, Carlos Sanches (foto ao lado), o problema da educação no país é o peso da balança que os Estados e Municípios têm que carregar. Sem recursos suficientes, mas concentrados nas mãos do Governo Federal, os Municípios e os Estados precisam equilibrar as contas.
“A educação no Brasil é diferente de qualquer lugar do mundo, a partir do que está previsto na Constituição Federal. Os Municípios e os Estados enfrentam neste momento uma série de desafios por conta do novo plano de educação que aí está. Para isso, são necessários novos investimentos na educação. Prefeituras e Estados sozinhos não poderão dar conta desses novos desafios. Hoje, no Brasil, de cada R$ 100 arrecadados apenas R$ 18 são divididos entre 5.570 municípios, ao passo que na hora de apurar quanto foi investido em educação, de R$ 100 investidos, R$ 39 são colocados pelas Prefeituras, a que menos arrecada. É preciso mudar isso. Esse novo regime de colaboração tem que envolver uma ação mais efetiva, de Estados e Municípios, mas o Governo Federal precisa por a mão no bolso”, adverte.
Fotos: Fernanda Araujo/F5 News

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