Enxaquecas: especialista esclarece sobre as formas de tratamento
Cotidiano 03/05/2016 13h09

A enxaqueca tem sido uma das enfermidades mais recorrentes entre as pessoas nos dias de hoje. As cobranças do dia a dia, as tarefas diárias cada vez mais aceleradas, o estresse, insônia e outros fatores tem feito com muitas pessoas busquem tratamentos com especialistas. Essa enfermidade é um tipo de cefaleia mais grave do que as dores de cabeça normais.

Pesquisas apontam que as enxaquecas podem ter origem genética podendo ser classificadas como primárias ou secundárias, sendo as primárias quando têm características próprias e a recorrência da dor é a principal manifestação da doença, já as secundárias acontecem quando são sintomas de outras doenças como infecções (sinusites, meningites), traumas, tumores, aneurismas, alterações metabólicas ou hormonais.

O Ministério da Saúde aponta que as mulheres são as maiores vítimas de enxaqueca, de 5 a 25% das mulheres e os homens de 2 a 10% têmenxaqueca. A doença predomina em pessoas com idades entre 25 e 45 anos.

A neurologista da Hapvida Saúde, Cecília Galrão, alerta para os perigos da medicação sem acompanhamento médico e orienta como proceder em caso de dores de cabeça mais graves.

“A cefaleia é uma dor negligenciada pelos pacientes, é preciso procurar um especialista, discutir, falar sobre a dor de cabeça para ver se existem sinais de alarme naquela dor de cabeça. A enxaqueca tem controle, tem tratamento, mas quando as pessoas tomam remédio por conta própria, sem orientação médica, isso vai tornando crônica a dor e criando uma outra dor de cabeça por crise de analgésico.”, destaca especialista.

Pelo menos 20% da população têm algum tipo de enxaqueca. No Brasil, apenas 56% dos pacientes com enxaqueca procuram atendimento e, destes, apenas 16% se consultam com especialistas em cefaleias. Cecília Galrão explicou sobre as cefaleias psicogênicas ou causadas por tensão muscular.

“A mente da gente é um mundo, há pacientes tetraplégicos que através do tratamento psicoterapêutico intenso e constatado que o problema era neurológico, houve uma melhora e o paciente voltou a andar”, elucidou.

Fonte: Assessoria da Comunicação

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