Entidades do setor hoteleiro estimam queda de 20% na taxa de ocupação
Turismo de eventos responde por 75%, mas está desaquecido Cotidiano 27/05/2013 19h00Por Sílvio Oliveira
O Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de Sergipe estima que a baixa temporada do setor turístico no estado é uma das piores dos últimos dez anos. Enquanto no mês de maio de 2012 a taxa de ocupação girava em torno de 65%, em 2013 a estimativa amarga 20% a menos, ou seja, 45% de ocupação dos leitos em hotéis e pousadas.
O presidente da entidade, Manoel Lisboa, avalia que o problema vem sendo enfrentado na maioria dos estados brasileiros, por conta da conjuntura econômica por que passa o país. Porém, ele afirma que em Sergipe a situação é crítica porque 75% da ocupação da hotelaria se deve ao turismo de eventos. Como este ano decaíu o número de realizações de congressos, seminários e festas no estado, o setor vem sentindo e já fala em crise.
“Apesar do incentivo federal, da baixa na alíquota, da redução de impostos e de contas de energia, a economia não está respondendo, e como somos pequenos, o que acontece é muito grande”, resume.
Amadorismo
Junho e julho são os meses considerados bons para o turismo em Sergipe, quando acontecem os festejos juninos e as férias escolares. Mesmo assim, Kátia Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotel/ SE (ABIH/SE) e gerente do Xingó Parque Hotel, acredita que haverá um aumento na taxa de ocupação, mas a expectativa é que ainda fique aquém do ano passado. “Até nos feriados não conseguimos atingir o esperado”, afirma.
A falta de planejamento e da divulgação dos festejos juninos são apontados também como inibidores para que se pense numa boa temporada junina, já que outras cidades do Nordeste, a exemplo de Campina Grande (PB), Caruaru (PE) e até mesmo Salvador (BA) vêm divulgando enfaticamente os festejos juninos.
“Vamos perder turistas. Outras cidades já perceberam que há um retorno e se planejaram. A Bahia, que nunca teve tradição de festejos juninos, agora tem festa em tudo que é canto. Era para estarmos na frente, mas ainda continuamos amadores, sem profissionalismo”, critica Manoel Lisboa.
Foto: Sílvio Oliveira

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