Encontro discute a violência contra o idoso em Sergipe
"Toda forma de desrespeito é uma violência", diz promotora Cotidiano 14/06/2013 13h00Por Elisângela Valença
Hoje, dia 14 de junho, é o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra o Idoso. Em Sergipe, o Conselho Estadual dos Direitos e Proteção do Idoso montou uma programação para todo o dia, com o lançamento do Guia de Orientação para Criação e Gestão dos Conselhos Municipais de Proteção ao Idoso, uma mesa redonda sobre o fortalecimento da rede de proteção e de serviços para a pessoa idosa e discussão sobre o Salve Idoso, um sistema de aviso legal para notificação da violência e exploração da pessoa idosa.
Segundo a promotora de Justiça Especializada nos Direitos dos Idosos e das Pessoas Portadores de Deficiência, Berenice Andrade de Melo, o Salve Idoso foi implantado em 2011 e já foram registradas 87 ocorrências em delegacias. Os técnicos que trabalham em unidades de saúde, como médicos, enfermeiros, assistentes sociais, ao verificarem indícios de violência, preenchem a notificação e enviam para a delegacia, Ministério Público ou Conselho do Idoso.
De acordo com a promotora, a violência contra o idoso se configura de várias formas. “Dentro de casa, num acidente de trânsito, numa não parada ou numa arrancada brusca de um ônibus, na ausência ou não implementação de políticas públicas. Toda forma de desrespeito é uma violência”, explicou.
“A violência contra o idoso é uma realidade. É preciso que as pessoas denunciem, mesmo que sejam só indícios”, comentou. A pessoa pode denunciar no Ministério Público, no conselho de direito, numa delegacia ou pelo Disque 100.
“A grande maioria das agressões acontece em casa, mas o idoso se cala porque, mesmo que ele consiga denunciar, ele depois volta para casa, onde a agressão acontece”, disse Manuel Durval Andrade Neto, presidente do Conselho Estadual dos Direitos e Proteção do Idoso. Segundo ele, a realidade é preocupante. “As políticas públicas nem sempre atendem à necessidade do idoso como é necessário”, disse.
Para ele, um dos motivos de tanta violência é a degradação da família. “Hoje, as pessoas não conversam mais, não se relacionam como deve se relacionar. O zelo, o respeito, a proteção se perderam”, disse. “Nem a TV mais recebe atenção. As pessoas estão na sala de casa, com a TV ligada, mas cada um no seu notebook. Eles estão juntos, mas cada um em um lugar. A tecnologia é responsável pelo progresso, atrai quem está longe, mas afasta quem está perto”, comentou.
As atividades pelo Dia Mundial de Conscientização da Violência contra o Idoso contam ainda com panfletagem, às 16 horas, no Centro de Aracaju, e às 19h, na orla de Atalaia.

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