Em Sergipe, duplicação da BR-101 se arrasta há quatro anos
Segundo DNIT, obra só deve terminar em julho de 2015 Cotidiano 28/08/2014 18h00Por Lays Millena
Uma obra significativa para Sergipe, mas que segue a passos lentos. Assim é a duplicação da BR-101 no estado. As obras, iniciadas em maio de 2010, visam a duplicação de 129 km do total de 206 km de extensão da BR-101 em Sergipe. Além das novas pistas, o projeto inclui a construção de 45 pontes, nove viadutos e três passagens inferiores. Inicialmente orçada em R$ 1.017.134.579,69, atualmente o valor da obra, após revisões, chega a R$ 1.093.884.378,95.
Em abril do ano passado, F5 News publicou uma matéria na qual o DNIT repassou a seguinte informação: “toda a duplicação da BR-101, em Sergipe, deve ser concluída em 2014”. Este prazo, no entanto, não será mais cumprido. Em entrevista a F5 News, o chefe do Serviço de Engenharia do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Carlos Alberto de Moreira Sarmento, deu uma nova previsão para o andamento das obras que, segundo ele, devem ser totalmente concluídas em julho de 2015.
Questionado sobre o porquê de a duplicação se arrastar há quatro anos, Sarmento justificou os atrasos. Segundo ele, as “chuvas e problemas com áreas a desapropriar, além da rescisão do contrato com a empresa que estava com a duplicação da malha do Km 0 ao Km 40” são as causas da demora na conclusão. Ainda sobre a duplicação do Km 0 ao Km 40, ele disse que a nova licitação está pronta para setembro de 2014, mas não informou o dia.
Acidentes
Entre outros problemas, o atraso nas obras de duplicação da BR-101 tem contribuído para o aumento no número de acidentes em Sergipe. Ao longo dos anos, F5 News noticiou diversos casos deles, muitos dos quais com vítimas fatais.
De acordo com o assessor de comunicação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), inspetor Anderson Sales, a duplicação elimina a chance de colisão frontal, oferecendo mais segurança aos condutores. Segundo Anderson, nas áreas duplicadas, houve uma redução superior a 50% do número de acidentes. Mas, enquanto as obras estiverem em andamento, as possibilidades de colisões aumentam. “A sinalização precária e as mudanças na liberação das vias deixam muitos condutores confusos. Além disso, com as obras em andamento, fica difícil saber as próprias condições da pista”, complementa o inspetor.
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