Em média 100 partos por mês são prematuros na Nossa Senhora de Lourdes
Maternidade realiza ações para redução da taxa de prematuridade Cotidiano 17/11/2014 18h27Por Aline Aragão
Durante toda a semana a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, em Aracaju (SE), irá realizar ações para lembrar o Dia Mundial da Prematuridade, comemorado nesta segunda-feira (17). Na programação estão sendo realizadas palestras, atividades lúdicas envolvendo músicas infantis, exposição de fotos, além da distribuição do laço roxo, cor que simboliza a causa.
O objetivo, segundo a responsável técnica da Unidade Neonatal da maternidade, Karline Rabelo, é chamar a atenção da sociedade para o crescente número de partos prematuros, e criar estratégias que visem diminuir a taxa de prematuridade. “É também uma oportunidade para homenagem às famílias e aos profissionais das unidades de neonatologia que oferecem cuidados aos prematuros”, disse.
A maternidade realiza uma média de 400 partos por mês, desses, 25% são prematuros. Só na unidade neonatal cerca de 300 profissionais da saúde e de várias especialidades médicas não medem esforços para garantir o melhor atendimento e a vida dos prematuros.
Casos de bebês prematuros têm ficado cada vez mais comuns no Brasil. Só em 2012 foram 340 mil bebês nascidos antes da hora, segundo dados do Sistema de Informações de Nascidos Vivos, do SUS e Ministério da Saúde. Isso significa que nascem 931 prematuros por dia ou 40 por hora, no Brasil, indicando uma taxa de prematuridade de 12,4%, o dobro do índice de alguns países europeus. A pesquisa aponta ainda que a região nordeste tem os maiores índices de prematuridade - 14,7%.Para Monique Cabral, enfermeira e gerente da Unidade Neonatal da maternidade, essa é uma forma de conscientizar as pessoas sobre a importância da prevenção da prematuridade e de valorizar o profissional. “É também o momento de conscientizar a família sobre a importância do contato e da aproximação com o bebê prematuro, para fortalecer o vinculo”.
A autônoma Rose Rios (foto abaixo) é mãe de Bia (6), André (4) e Pedro (9 meses), e sabe bem a diferença em ter um bebê prematuro e um bebê após as 40 semanas de gestação. As 21 anos ficou grávida da primogênita Bia, e aos seis meses de gestação, por uma complicação de saúde, precisou ser internada. “A bolsa rompeu e eu precisei ficar internada durante 44 dias, esperando ela ganhar peso para vir ao mundo”.
“Fiquei gelada no dia que o médico falou que não dava mais para esperar e que o parto precisava ser feito. Era angustiante, eu sabia que ela não estava pronta ainda, sem falar nos riscos e tudo mais, tive muito medo”, lembra Rose. E finalmente, Bia veio ao mundo. Antes da hora, mas na hora “escolhida por Deus”, como diz a mãe. A menina nasceu com 2,5kg e 50 centímetros, e por conta da prematuridade tinha dificuldade para respirar e foi direto para Utin. Foram mais 15 dias de internação até a alta.“Nem acreditei no dia em que o médico disse que estávamos de alta, ela estava perfeita, só precisava ganhar peso e eu tomar os cuidados que se toma com um bebê prematuro”, lembra Rose ao dizer que não cabia em si de tanta felicidade e queria apresentar a filha para todo mundo.
Hoje após seis anos, e com mais dois filhos que vieram no tempo normal, Rose se emociona ao lembrar-se de tudo que passou, e diz que passaria por tudo novamente para ver a filha crescendo saudável. “Ela é tão sapeca, tão cheia de vida e saúde, que às vezes nem lembro que ela nasceu prematura, só tenho que agradecer a Deus”, comemora.
Fotos 1 e 2: Aline Aragão
Foto 3: Arquivo Pessoal

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos

