Em janeiro, Maternidade atendeu a quase 100 vítimas de violência sexual
Cotidiano 04/02/2017 15h24 - Atualizado em 04/02/2017 15h31Além de prestar assistência materna infantil de alto risco, a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes também é referência para o atendimento às vítimas de violência sexual. O serviço é realizado por uma equipe multidisciplinar composta por médicos obstetras, enfermeiros, técnicos e auxiliares, psicólogos e assistentes sociais que ofertam tratamento qualificado e humanizado.
Somente em janeiro deste ano, a MNSL registrou 94 atendimentos a esse público: 22 crianças e/ou adolescentes, sete em adultos e 65 consultas médicas de retorno (quando o paciente volta para dar continuidade ao tratamento iniciado após a profilaxia).
No mesmo período do ano passado, foram registrados 93 atendimentos. Já durante o ano de 2016, foram 473 atendimentos.
“O setor garante os direitos universais, de acordo com o que preconiza a Organização Mundial da Saúde (OMS)”, assegura a coordenadora de Pronto Socorro da MNSL, Auciliadora Varjão.
Nos casos de violência aguda (até 72 horas), é realizada no ambulatório a profilaxia para evitar gravidez indesejada e Doenças Sexualmente Transmissíveis (ISTs), além dos exames laboratoriais.
“As vítimas que sofreram abuso em outros momentos, também devem procurar a MNSL para buscar apoio psicológico, realizar exames e alguns tratamentos”, complementou a coordenadora.
Todo o acompanhamento clínico acontece no período médio de seis meses. “O processo ocorre respeitando o quadro clínico do paciente e o protocolo assistencial estabelecido pelo Ministério da Saúde”, explica.
No primeiro mês, o paciente tem que fazer uma visita pelo menos uma vez por semana para consultas periódicas. No terceiro mês, o paciente volta à maternidade para realização de exames e depois retorna no sexto mês para novos exames e consultas finais.
Tratamento Psicológico e Social
Além do dano físico, o ato da violência sexual pode provocar traumas emocionais. Por isso, a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes realiza também o acompanhamento psicológico.
“Nosso papel é acolher e orientar as vítimas de abuso sexual a prestar queixa contra o agressor. Através das consultas de retorno, é feito todo acompanhamento psicológico. Ele é um dos fatores determinantes para a recuperação emocional da vítima e dos familiares”, esclarece o superintendente da MNSL, Luís Eduardo Correia.
Fonte e foto: SES/SE

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