Em greve, servidores da Saúde de Aracaju voltam a protestar
Cotidiano 01/07/2016 10h40Por Will Rodriguez e Fernanda Araujo
Com os braços cruzados há um mês (exceto os médicos), servidores da saúde de Aracaju, voltaram a protestar, na manhã desta sexta-feira (1º). Dessa vez o ato aconteceu na porta do Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos, na zona Oeste da Capital. Mais de dez categorias repudiam o que chamam de “falta de diálogo” do Executivo.
Os médicos estão em greve há 11 dias. Na ótica do prefeito João Alves Filho (DEM), os profissionais deveriam agir com mais prudência. Em entrevista ao F5 News, o presidente do Sindicato dos Médicos (Sindimed), João Augusto Oliveira, reagiu à declaração alegando que a imprudência parte da Administração quando não adota medidas para evitar o movimento paredista.
“Tudo isso está sendo causado pelo total desrespeito do prefeito que não está com transparência, respeitabilidade na negociação, não divulga o contracheque, não diz quando vai pagar os salários que deveriam ter entrado ontem, deixou os servidores sem reajuste, e diz que esta em negociação, mas não recebe a categoria”, afirmou João Augusto, destacando que a postura amplia o sentimento de revolta do funcionalismo.
A principal reivindicação dos servidores é o reajuste salarial. Segundo cálculos dos sindicalistas, com a paralisação dos atendimentos, cerca de 15 mil procedimentos não estão sendo feitos por dia. “Na rede de atenção básica e centros de especialidades, os concursados não estão atendendo. Nas unidades de urgência e emergência (UPA Nestor Piva e Fernando Franco) 50% do efetivo está atendendo, mas 100% presencial”, detalhou Oliveira.
Ainda na manhã desta sexta, os servidores realizam uma nova assembleia-geral. O Sindimed informou que representantes da categoria foram novamente impedidos de entrar no prédio do Centro Administrativo.
F5 News procurou a Secretaria da Comunicação da Prefeitura de Aracaju, mas a informação passada foi de que ainda não foi definido se a Administração vai se pronunciar sobre o assunto.
Foto 1: F5 News
Foto 2: Sindimed

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