Em greve, professores de São Cristóvão fazem ato público
Prefeitura pedirá inconstitucionalidade da greve, diz assessoria
Cotidiano 14/05/2013 10h42

Por Fernanda Araujo

Recebendo cortes de 40% nos salários desde janeiro, e entrando no SPC/Serasa sem condições de pagar dívidas, como divulgado em matéria do F5 News (Professores de São Cristóvão estão no SPC e passando privações), ainda é a realidade que os educadores estão enfrentando no município.

Em assembleia realizada na manhã desta terça-feira (14), os professores deliberaram mais uma vez a permanência da greve, que já dura desde 4 de março, e ato público pelas ruas do município na tarde de hoje.

Tudo isso, em resposta a convocação da Prefeitura de São Cristóvão, que os professores deveriam retornar às salas de aula a partir de ontem, senão, haveria mais cortes salariais e seria considerado abandono de emprego e possível demissão. "Ficamos sabendo também que Armando Batalha e Rivanda Farias enviaram outro decreto ao fórum, criando uma comissão mista para querer demitir o servidor público", disse o professor Francisco Andrade, da base do Sintese em São Cristóvão.

A princípio, a confusão começou por causa de um decreto da prefeita Rivanda Farias, que reduzia os salários dos professores, sendo este derrubado pela Promotoria de Educação da cidade, segundo o professor. Posteriormente a prefeita havia enviado um Projeto de Lei para a Câmara Municipal, onde os salários seriam pagos de acordo com o ano de 2010, ou seja, o aumento que o professor obteve em 2011 e 2012, no piso salarial, não teria efeito. “Foi um projeto que não foi lido e mesmo assim foi votado. Pelos próprios vereadores da situação foi dito que a prefeita determinou que os vereadores da situação votassem sem ler”, disse o professor Francisco.

Diante os cortes, o juiz da Comarca de São Cristóvão, Manoel Costa Neto, determinou que a prefeita pagasse os salários dos professores integralmente do que foi retirado ilegalmente. “Já o promotor Fábio, Promotoria de Educação de São Cristóvão, colocou que a retirada dos salários foi indevida, que não cabe a prefeitura fazer redução de salários, porque é inconstitucional. As escolas vão continuar fechadas, sem professor, até que a prefeitura respeite a determinação judicial".

Prefeitura

O F5 News entrou em contato com o assessor de comunicação da Prefeitura de São Cristóvão, Elton Coelho. Segundo ele, a prefeitura vai responder a inquérito, mas vai pedir a inconstitucionalidade da greve e tomar as medidas administrativas e jurídicas cabíveis, para não prejudicar mais aos alunos e aos pais.

Foto: arquivo Sintese

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