Educação para a paz é tema de seminário em Aracaju
Cotidiano 25/04/2014 14h00

Por Aline Aragão

O II Seminário em Cidadania e Paz nas Escolas, promovido pela Secretaria de Estado da Educação, levou a Aracaju o psicólogo, antropólogo e mestre em Ciências Humanas e Sociais pela Universidade de Paris Roberto Crema, que apresentou a palestra “Educação para a paz: Uma arte de cuidar”. O evento foi realizado nesta sexta-feira (25), no Teatro Atheneu, e teve como público alvo professores, coordenadores e técnicos pedagógicos.

Segundo a coordenadora executiva do programa, Maria Angélica da Silva Costa Santos, o objetivo é sensibilizar a comunidade escolar para a prevenção e o enfrentamento às diversas formas de violência, entre elas a institucional, a simbólica, a verbal, a física, a psicológica e a doméstica, de modo a estimular o pleno exercício da cidadania, contribuindo para uma cultura da paz.

O palestrante Roberto Crema propõe uma reflexão sobre a questão educacional como um todo, baseado numa visão holística, que se abra para o diálogo da filosofia, da arte e da espiritualidade, numa concepção de que é preciso aprender a cuidar. “Pretendo falar um pouco mais da doença e não dos sintomas que causa a violência em sala de aula, sobretudo falar da arte do cuidar, porque quem cuida educa, e quem educa cuida”, disse.

Crema aborda também a questão da nova educação proposta pela Universidade Internacional da Paz (Unipaz), da qual é reitor. Essa nova educação fala de uma abordagem transdisciplinar aplicada à educação, que representa o diálogo da ciência com a consciência, a partir do axioma holístico, "pensar globalmente, agir localmente". Acrescentando, "para não agir loucamente".

Segundo o antropólogo, a sociedade tem cada vez mais terceirizado a educação e completa dizendo que "a primeira sala de aula é o útero da mãe, o pai e a mãe são os primeiros professores e se as crianças não têm dentro do lar testemunhos de uma possibilidade pacifica de coexistir, onde podem ser encontrados esses testemunhos?".

Em sua visão, a sala de aula acaba refletindo as contradições da própria sociedade. "É preciso trabalhar e lutar contra as armas usando as armas da consciência, as armas da ética e sobretudo as armas de uma nova educação", afirmou.

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