Dossiê sobre problemas no HU é apresentado pelo Sintufs
Documento revela irregularidades da administração da Ebserh
Cotidiano 22/04/2015 12h34

Por Fernanda Araujo

O Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da Universidade Federal de Sergipe (Sintufs) apresentou um dossiê sobre a situação do Hospital Universitário (HU), em reunião com o reitor Ângelo Antoniolli e com os servidores do HU/UFS, na manhã desta quarta-feira (22). Os trabalhadores do Campus da Saúde manifestaram queixas sobre o que classificam como péssimas condições em que se encontra o hospital.

No dossiê, o presidente do sindicato, Lucas Gama, afirma existir uma série de dados que comprovam a situação irregular da administração da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) no HU, a exemplo de obras in

acabadas como a Unidade Materna e Infantil paralisada há 12 meses, e a ampliação do ambulatório interrompida há mais de três meses. Além disso, o documento aponta que, em apenas três meses, mais de 100 cirurgias foram desmarcadas no hospital, boa parte por falta de insumos como luvas e agulhas.

“Não chega a ser irregular ou ilegal, mas é uma imoralidade o fato das cirurgias canceladas, enquanto, ao mesmo tempo, têm gerentes da Ebserh ganhando gratificações altíssimas”, relata. A exposição de pacientes internados no hospital, sendo transportados em maca debaixo de sol ou chuva para outra unidade do HU, também é alvo de críticas.

“Alguns adicionais de plantão hospitalar estão sendo cedidos e não deveriam. Falta estrutura – na semana passada a água da chuva escorreu pela iluminação e inundou a sala da Clínica Médica II com pacientes internados. A Vigilância Sanitária fez uma visita e detectou no fundo do hospital  vários focos de dengue, sendo que ele é referência em Sergipe no trato de doenças infecciosas”, afirmou.

Os trabalhadores discutem ainda a falta de progressão de carreira; casos de assédio moral por pa

rte da superintendência da Ebserh e de insegurança - no início do ano, 19 carros foram arrombados em apenas dez dias. Apontaram ainda problemas de estrutura. O muro (entre 30 a 40 metros) da frente do hospital caiu em setembro do ano passado e até o momento não foi reconstruído, apenas uma corda separa a parte interna da externa.  

O Sintufs exige do reitor acompanhamento da gestão da Ebserh, já que a universidade é responsável pelo hospital. Ao mesmo tempo, conversam com o MPF para marcar audiência entre o órgão, o sindicato e a Reitoria.

Segundo Antoniolli, sempre houve diálogo aberto entre a comunidade universitária. O reitor entende que há dificuldades em todos os lados, mas que é preciso construir esse processo democrático. Sobre o dossiê, afirma que irá estudá-lo. “Tudo o que vier da base para construir é bem-vinda, mas primeiro é preciso ver quais são os problemas, estamos numa transição entre a entrada da Ebserh e a nova gestão do HU, uma gestão não se modifica da noite para o dia, temos que ter paciência e acompanhamento. Nenhum gestor tem o compromisso de desfazer o serviço público ou descumprir sua missão”, disse.

Foto principal: Ebserh

Fotos 1,2 e 3: Fernanda Araujo/F5 News

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