Doença não identificada na Bahia alerta unidades de saúde em Sergipe
Em caso de aparecimento de sintomas semelhantes, população deve procurar atendimento
Cotidiano 19/12/2016 12h54 - Atualizado em 19/12/2016 14h10

Por F5 News

Uma doença ainda não identificada foi registrada pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia e tem alertado a Saúde em Sergipe frente à ocorrência de casos suspeitos de uma possível variante de mialgia epidêmica. A doença causa dor muscular, é também conhecida como doença de Bornholm e gerada por uma infecção viral.

Nos últimos dias, 11 pessoas em Salvador e no litoral norte do Estado apresentaram fortes dores musculares e eliminaram urina preta. A doença apresentou rápida disseminação entre pessoas de uma mesma família, sugerindo que o vírus fosse transmitido por via oral, através de contato ou gotículas. Porém, a partir do surgimento de outros casos, especialistas desconfiam que o consumo de um peixe do litoral baiano, conhecido como olho de boi ou arabaiana, esteja relacionado ao surto. O consumo desse peixe foi ponto comum entre os pacientes.

A infecção afeta a parte superior do abdômen e do tórax inferior. A dor é caracterizada como espasmódica e desenvolve-se de repente, também piora a cada movimento e respiração profunda, causando falta de ar para o indivíduo afetado. Por vezes provoca dor abdominal, febre, dor de cabeça, dor de garganta e dores musculares. A transmissão ocorre por meio fecal-oral ou, menos comumente, de pessoa-pessoa, através de gotículas ou objetos contaminados.

No último dia 16, a Saúde da Bahia publicou nota técnica informando que no dia 14 havia notificado o atendimento de nove pessoas, internadas entre os dias 2 e 10 de dezembro, em uma unidade hospitalar com quadro de mialgia de origem não especificada, pertencentes a três famílias diferentes. Os pacientes estavam com início súbito de fortes dores em região cervical, região de trapézio, seguida por dores musculares intensas em braços, dorso, coxas e panturrilhas.

Conforme os Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia e de Salvador (CIEVS-BA e CIEVS Salvador), todos os pacientes apresentaram elevações significativas das enzimas musculares e urina turva (cor preta), mas sem febre, artralgia ou cefaleia, ou sintomas respiratórios ou gastrointestinais. Um dos pacientes desenvolveu insuficiência renal aguda, mas todos já foram liberados.

Em Sergipe, as unidades de saúde estão sendo alertadas para possíveis suspeitas que possam ocorrer no estado. Segundo a Secretaria da Saúde ainda não existe caso de pacientes com quadro clínico semelhante no estado, apesar disso, diante da falta de identificação do agente etiológico e da possível forma de transmissão, foi emitido um Alerta Epidemiológico com recomendação de condutas e orientações para as equipes de saúde, principalmente, a da rede de urgência e emergência.

O objetivo é identificar possíveis quadros suspeitos e adotar medidas cabíveis. Em casos como os citados na Bahia, as unidades estão sendo orientadas a notificar a CIEVS-SE, coletar amostras e enviar ao Laboratório Central de Sergipe (Lacen-SE), além de uma série de conduta clínica.

Ainda sem certeza sobre a causa da doença e sem tratamento específico, no caso de aparecimento dos sintomas a população deve buscar uma unidade de saúde.

Com informações do Correio Braziliense 

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