Doação de órgãos: recusa das famílias cresce em Sergipe
Segundo Ministério da Saúde, estado registrou 57 transplantes no primeiro semestre Cotidiano 21/09/2016 12h45 - Atualizado em 21/09/2016 14h09Por F5 News
A espera de quem precisa realizar um transplante de órgãos está cada vez maior em Sergipe por causa da recusa das famílias em autorizar a doação. Segundo dados do Ministério da Saúde, no primeiro semestre deste ano foram realizados 57 procedimentos no estado, mas o número poderia ser bem maior. Isso porque mais da metade das famílias ainda rejeita a doação de órgãos de um parente com diagnóstico de morte encefálica.
A taxa de rejeição que era de 20% saltou para 52% de janeiro a junho deste ano. Atualmente, 30% das pessoas com mortes encefálicas acabam tendo seus órgãos doados. “É preciso mostrar que essa perda pode significar a vida de outra pessoa e, por isso, estamos empenhando todos os esforços necessários para capacitar os profissionais responsáveis pela entrevista familiar em busca da autorização para doação de órgãos, de modo a esclarecer todas as dúvidas e reduzir as taxas de recusa”, destacou o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Francisco de Assis Figueiredo.
No Brasil, a autorização para a doação de órgãos é concedida pelos familiares. Dessa forma, para que a vontade em doar os órgãos após a morte seja atendida, é importante avisar a família sobre essa decisão e pedir que ela atenda ao desejo.
Este mês, todo o país está mobilizado na Campanha Nacional para a Doação de Órgãos e Tecidos. Em Sergipe, a programação do setembro verde ocorre no Hospital Universitário de Aracaju. A manhã desta quarta-feira (21) foi marcada por palestras e sensibilização.
Receptores de órgãos também estiveram presentes ao evento. Foi o caso do senhor Antônio Santos, aposentado que passou pelo processo de hemodiálise durante quase oito anos. “No dia que eu soube da notícia que ia receber um rim a emoção foi muito grande. Não tenho nem palavras para agradecer a família de uma pessoa que faleceu e que mudou minha vida. É muito importante ajudar os outros. Hoje em dia toda a minha família se declara doadora de órgãos”, disse.
“Depois do transplante recuperei minha vida social, o meu convívio com a família melhorou bastante. Eu posso dizer que nasci de novo”, complementou seu Antônio, que fez o transplante de rim em 2014, em São Paulo (SP), e faz questão de participar de eventos como esses.
Outro beneficiado com um transplante foi o aposentado José Costa, que recebeu um rim de um doador vivo, seu próprio irmão. “Antes eu ficava um dia na máquina de hemodiálise, outro descansando, direto. Fiz minha cirurgia no início de 2016. Muitas vezes é preciso conscientizar até os familiares de quem precisa de um órgão, porque a salvação pode estar bem perto e muita gente não se sensibiliza”, declarou.
O evento prossegue no dia 26, com palestra do Grupo Somos sobre o cadastro para ser doador de medula óssea. No dia 27, o projeto Bom Dia passa pelo Ambulatório, Unidade de Imagem e Métodos Gráficos e prédio do Hospital. Neste dia, haverá novo cadastro e coleta da amostra de sangue para o Redome, no Centro Acadêmico de Medicina.
*Com informações do HU e Agência Saúde

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