Diretora agredida pretende recorrer de habeas corpus que liberou aluno
Cotidiano 19/08/2015 12h00

Da Redação

A professora Carla Valéria de Oliveira, 41 anos, disse em entrevista às emissoras de rádio nesta quarta-feira (19) que pretende recorrer do habeas corpus deferido na tarde dessa terça-feira (18), em favor do aluno de 17 anos, acusado de agredi-la em julho deste ano. O rapaz já foi liberado e deve responder por lesão corporal em liberdade.

O pedido de habeas corpus foi impetrado pela defesa baseado no excesso de prazo de internamento, uma vez que o menor ficou 48 dias na Unidade Socioeducativa de Internação Provisória (USIP), quando o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), no art. 108, estabelece que o prazo máximo de internação provisória seja de 45 dias.

A defesa técnica do garoto sustenta a versão de lesão corporal de natureza leve, baseada no laudo de exame de corpo e delito feito na professora pelo Instituto Médico Legal (IML) e alega que o adolescente estaria arrependido. Indignada, a diretora contesta o argumento.

“É muito fácil uma pessoa ir tentar matar o outro e ficar por isso mesmo, eu sei que a lei é fragilizada, mas vou recorrer. Até porque eu tentei ajudar esse menino, eu tentei contribuir com a educação dele. Então, ele veio estudar anatomia na minha cabeça, no meu corpo?”, questionou Carla.

A ex-diretora sofreu um corte na cabeça e levou cinco pontos e diz que ela e seus familiares ainda estão bastante fragilizados e seguem tendo acompanhamento psicológico. “Toda vez que eu me olhar no espelho vou ver essa cicatriz na minha cabeça”, lamentou.

Lembre o Caso

A professora foi agredida com socos e uma caneta na escola Estadual Senador Lourival Fontes, localizada no Bairro Santo Antônio, na Zona Norte de Aracaju. O delito teria sido motivado porque Carla advertiu o menor ao descobrir que ele participou da explosão de uma bomba em um dos banheiros do colégio.

A professora Carla Valéria pediu afastamento do cargo e recebeu uma licença até o mês de outubro, quando deverá ser definido o seu futuro na rede estadual de ensino.

Recorrente

O caso de agressão da diretora Carla Valéria é o quarto registrado nos últimos 12 meses. Em abril, professores da escola estadual Felisberto Freire, no município de Itaporanga D´Ajuda (SE), foram ameaçados por alunos, que também picharam o colégio. Em março, o carro de uma professora foi incendiado no estacionamento do Colégio Estadual Professor Antônio Fontes Freitas, localizado no conjunto Marcos Freire I, em Nossa Senhora do Socorro. E em setembro de 2014, o professor Carlos Christian foi baleado por um aluno na Escola Estadual Olga Barreto, no conjunto Eduardo Gomes, em São Cristóvão (SE), e ficou paraplégico.​

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