Diretor do Desipe diz que não há porque temer rebelião no Compencan
Cotidiano 18/02/2014 14h30Da Redação
O diretor do Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe), Manoel Lúcio Neto, respondeu às afirmações feitas pela reportagem F5 News com base nas informações concedidas por quatro agentes penitenciários que conversaram com o portal, fazendo uma série de denúncias a respeito de problemas relacionados ao Complexo Penitenciário Carvalho Neto (Compencan).
De acordo com o diretor do Desipe, Manuel Lúcio Neto, a superpopulação não é generalizada nas unidades prisionais.
“O Cadeião, por exemplo, não tem superpopulação carcerária, assim como o Prefem (Presídio Feminino), o Compajaf (Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho - Terceirizado) e os dois presídios de Areia Branca, onde a população carcerária tem diminuído a cada dia. Realmente, temos nossa maior população no Compencan, mas temer uma rebelião ou qualquer episódio similar é uma preocupação diária porque faz parte da vida do agente penitenciário. Temos sempre que estar atentos a qualquer possibilidade de fuga, rebelião ou motim. Essa é a realidade do dia a dia do sistema penitenciário em qualquer lugar do mundo. São pessoas em privação de liberdade que, cedo ou tarde, podem manifestar a vontade de sair. Nossa tarefa é justamente impedir que isso aconteça”, afirmou Manuel Lúcio.
Manoel Lúcio disse que o número de vagas no presídio de São Cristóvão é de 800 vagas, não 700, conforme denunciado. O diretor do Desipe rechaçou as afirmações de que apenas dois agentes fazem a guarda de mil presos. “A informação é tão inverídica que, se houvesse dois agentes penitenciários para cada mil detentos em cada pavilhão, teríamos 5 mil presos, já que temos cinco pavilhões. E temos menos da metade disso. Também não são só os agentes. Temos ainda inspetor geral, inspetor de dia, coordenador de pavilhão, direção e vice-direção, além de toda a equipe de escolta. No dia do ocorrido, por exemplo, até o diretor do Desipe estava lá”, disse.
A respeito da transferência de servidores, Manoel Lúcio destacou que agentes estão sendo transferidos de unidade laboral para o presídio de São Cristóvão, diminuindo o número de funcionários em Areia Branca, à medida em que o número de internos diminui. “Estamos transferindo servidores de Areia Branca sim para o Compencan, já que a população de presos do PEAB vem diminuindo gradativamente. Isso já foi conversado até com o Sindicato. Já foram removidos para lá três servidores de Areia Branca e um do Compajaf. E as remoções continuarão. O Sindicato é, inclusive, sabedor disso”, enfatiza Lúcio.
A respeito dos artefatos encontrados na revista feita pelos agentes, Manoel Lúcio confirmou que as revistas são feitas frequentemente, na intenção de encontrar materiais que possam ser utilizados em atentados contra a vida, além de celulares e drogas. “Procurar por ilícitos é um trabalho cotidiano nosso. É para isso que fazemos as revistas constantes”, comentou.
Manoel Lúcio garantiu que o sistema prisional sergipano tem não é marcado por ocorrências de ações extremas por parte de seus custodiados. “O sistema penitenciário sergipano não é um barril de pólvora graças ao trabalho dos agentes. Mesmo com o déficit de servidores, conseguimos manter a paz nos presídios. Prova disso é que tivemos um ano de 2013 sem fugas e sem rebeliões e com o registro de apenas duas mortes em todo o sistema, e mesmo assim, decorrentes de rixas extra-muros. Coisas que os internos levam de fora para dentro do presídio. Tudo isso mostra que o clima não é de terror como está sendo relatado. Ademais, é preciso lembrar que a tensão é algo inerente ao trabalho dentro dos presídios pela sua própria condição natural”, finalizou o diretor do Desipe.
Com informações da Assessoria de Comunicação da Sejuc

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