Direitos Humanos e maioridade penal no Dia do Trabalhador
Debate acontece no ato público da orla da praia de Atalaia Cotidiano 01/05/2013 18h58A proposta que tramita no Congresso para a redução da maioridade penal e os direitos humanos também foram discutidos no ato do 1º de Maio da CUT, ocorrido nos arcos da orla da Praia de Atalaia, em Aracaju.
“Os direitos humanos são conhecidos como direitos de bandidos, pois esta foi uma forma de desmoralizar o movimento social, algo que tem origem no período da Ditatura Militar que instaurou esta cultura da tortura na sociedade. É algo que precisa ser superado para que a sociedade compreenda a importância da defesa dos direitos humanos e não seja cumplice de tortura, prisão, violência e assassinato de pobres”, argumentou Lídia Anjos, do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH).
A deputada Ana Lúcia (PT) saudou todos os homens e mulheres presentes que lutam por justiça social no campo e na cidade, no dia 1º de maio e em todos os outros dias de luta. A deputada alertou a todos sobre o risco da criminalidade no município de Poço Verde e também sobre os quilombolas da Comunidade de Resina em Brejo Grande, que correm risco de perder suas 72 tarefas de terras já plantadas por conta de decisão judicial desfavorável aos quilombolas. “Precisamos estar juntos e mobilizados para lutar todo dia. Os jovens de Poço Verde estão sendo vítimas do abandono de políticas públicas. Eles precisam de cultura e educação para construir uma vida nova. Então não podemos estar reproduzindo discursos reacionários de quem pensa que a solução da criminalidade é matar o jovem”, observou.
Da mesma forma a companheira Dalva, do movimento por moradia digna MOTU, pediu presença da militância nos atos públicos por moradia. “Trator e polícia é que recebem as famílias do MOTU que estão em luta por moradia. Nenhum outro órgão do governo ou da prefeitura vai às ocupações”, denunciou.
Na luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade, pelo investimento de 10% do PIB para a educação, e na defesa do cumprimento da lei do Piso Salarial do Magistério, a professora Ângela Melo defendeu que é possível implementar um projeto de Escola Democrática Popular.
Estiveram presentes do ato do Dia do Trabalhador o MST, Sindimed, Sintese, Sindijus, Sindiminas, Sindicato das Trabalhadoras Domésticas, Sinditic, Sinergia, Sindisan, Sindasse, Sindijor, Sintufs, Sindiprev, STASE, Grupo Atitude, Grupo de Oposição ao SINTRASE, Levante Popular da Juventude, SINDIBAM, além dos Sindicatos dos Servidores de Indiaroba, de Umbaúba, de Propriá, de São Francisco, de Pedrinhas e de Nossa Senhora do Socorro.

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