Dia Mundial Sem Carro é comemorado em Aracaju
A idéia é estimular o uso consciente do carro Cotidiano 22/09/2014 10h32Por Elisângela Valença
A Semana Nacional de Trânsito, que começou no último dia 18, segue em todo o Brasil até o dia 25, focando o respeito ao pedestre e disseminando a ideia de cidade para as pessoas. E a principal atividade de hoje é a comemoração do Dia Mundial Sem Carro (DMSC).
Para estimular uma mudança de comportamento no trânsito, até às 9 horas de hoje, funcionou uma ciclofaixa na avenida Tancredo Neves, na região da zona oeste de Aracaju onde não há ciclovia, da rótula da avenida Maranhão, no Bugio, até a altura do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), no bairro Capucho, passando pelo bairro Veneza.
Em 22 de setembro de 1997, nascia, na França, o Dia Mundial Sem Carro. No ano seguinte, a União Europeia instituía a Jornada Internacional ‘Na Cidade, sem meu Carro’, reunindo 760 cidades. Em 2001, já foram 1.683 cidades, incentivando, em 2002, a criação da Semana Européia da Mobilidade. A ideia é levar a reflexão para o uso excessivo do carro, piorando ainda mais a qualidade de vida com congestionamentos e poluição.
No Brasil, o DMSC começou em 2001, com onze cidades. Hoje, a data já acontece em quase todo o país, envolvendo várias capitais. Em Aracaju, o carro vem deixando de ser prioridade na vida de muitas pessoas. É o caso da coordenadora de uma organização não governamental (ONG), Rosana Adrião. Ela mora no Santa Lúcia, zona sul de Aracaju, trabalha no bairro São Carlos, zona oeste da cidade, e leva uma vida independente do carro.
"Minha rotina em relação ao carro era estressante. Dirigindo cerca de 40 km por dia, o trânsito acabava afetando meu comportamento de diversas
maneiras. A mais cruel era ficar tão centrada na minha própria agenda que o outro deixava de existir”, disse Rosana. “Individualista e egoísta, por exemplo, não deixava outra pessoa entrar na frente, acelerava quando percebia que um motorista acionava a seta ou não deixava uma pessoa que vinha de uma transversal entrar, essas coisas”, comentou.Coisas assim são típicas no tráfego e quem as pratica imagina estar ganhando vantagem. “Hoje, sei que tudo isso não passava de falta de educação e cidadania da minha parte e, pior, nunca chegava mais rápido a meus destinos”, ponderou.
Como se confirmasse o ditado de que ‘a palavra convence, mas o exemplo arrasta’, Rosana disse que mudou em definitivo sua postura ao observar as outras pessoas. “O reconhecimento de minha situação quando entrava no carro já foi um avanço. Quando via, no trânsito, da parte de outras pessoas um comportamento mais humanizado, digamos assim, caía a ficha”, disse. “A pergunta que ficava na minha cabeça era ‘quem me tornei?’. Até meus pais, no carro comigo, comentavam como me transformava”, comentou.
“Paulatinamente, fui tendo outra atitude, porque preciso do carro para compras do meu trabalho, mas diminuí os deslocamentos. Programo-me com antecedência com rota mais calmas e horários menos conturbados. Para deslocamentos mais próximos e fins de semana, uso a bicicleta, mas o principal é que, quando entro no carro, em qualquer circunstância, não esqueço quem sou: um ser humano", finalizou.
Foto 01: SMTT Aracaju
Foto 02: arquivo pessoal
Matéria relacionada
Semana Nacional de Trânsito foca o pedestre

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos

