Dia do motociclista chama atenção para o grande número de acidentes
No primeiro semestre Huse socorreu mais de três mil vítimas
Cotidiano 27/07/2016 15h44

Da Redação

Na data em que se comemora o Dia do Motociclista, 27 de julho, os dados revelam uma estatística nada agradável da violência no trânsito em Sergipe, e que não dão motivos para comemoração: 80% dos pacientes da Área Verde Trauma no Pronto Socorro do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) são vítimas de acidentes motociclísticos.

Só no primeiro semestre deste ano, 3.333 vítimas de acidentes envolvendo motociclistas foram atendidas no hospital, ou seja, em média 18 pessoas por dia. Desse total, 860 pacientes ficaram internados para observação e tratamento. No mesmo período de 2015, esse número foi de 3.596 atendimentos e com 973 vítimas internadas. As principais causas foram as quedas e colisões com outros veículos, além da desobediência às leis e ausência dos equipamentos obrigatórios de segurança.

O jovem autônomo José Romário de Jesus, de 23 anos, morador do povoado Dispensa, município de Itabaianinha, faz parte dessa estatística. Ele trafegava em sua motocicleta quando precisou parar de forma brusca porque o carro que estava à sua frente freou repentinamente ao avistar o quebra-molas. A colisão foi na traseira do automóvel e o jovem caiu machucando a cabeça. Ele estava sem o capacete (item obrigatório) e fraturou o cotovelo.

Conscientização

Para o coordenador do Pronto Socorro do Huse, Vinícius Vilela, é necessário intensificar as campanhas e cobrar mais educação no trânsito.  “É preciso alerta e responsabilidade. São muitos os casos de acidentes motociclísticos. Um verdadeiro problema de saúde pública e social. É preciso intensificar e massificar as campanhas educativas e a fiscalização dos órgãos responsáveis. A problemática abrange altos gastos para o tratamento de um paciente, além da necessidade de cirurgias ortopédicas e as sequelas que muitos carregam para a vida toda”, justifica.

Os acidentes motociclísticos, na maioria, causam fraturas em membros superiores e inferiores, afetando ossos como o fêmur, tíbia e rádio. Em 30% desses casos, as sequelas são definitivas como paraplegias, tetraplegias, deformidades ósseas e amputações. Outros 70% sofrem sequelas parciais como restrições de movimentos e dores.

No Huse, um paciente envolvido em acidente de moto que seja submetido a uma cirurgia, por exemplo, fica, em média, 30 dias hospitalizado para sua recuperação. Isso representa um custo hospitalar aproximado de R$ 120.000,00. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o custo social de cada um desses pacientes é de, em média, R$ 952 mil aos cofres públicos, o que envolve atendimento pré-hospitalar, hospitalar, licença, aposentadoria, entre outros.

 A superintendente do Huse, Lycia Diniz, explica que cada paciente traumatizado durante um acidente motociclístico gera um custo social. “Esses pacientes na maioria das vezes ficam afastados do trabalho e isso gera um custo social alto porque ficam sem trabalhar durante um bom tempo e recebem seguros, além de custos para o SUS devido a mobilização de equipes, materiais, medicamentos, centro cirúrgico e até mesmo UTIs”, destaca.

Desde o ano passado, o Governo do Estado realiza a Campanha “Motociclista Vivo”, com o objetivo de reduzir os altos índices de acidente com motos. Uma campanha de cunho educativo e que envolveu as Secretarias de Estado da Saúde (SES), Educação (SEED) e Departamento Estadual de Trânsito (Detran/SE).   

 

*Com informações da SES

 

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