Dia da Alimentação é comemorado com feira agroecológica
Cotidiano 16/10/2014 09h45Por Elisângela Valença
Durante a manhã de hoje (16), aconteceu mais uma edição da Feira da Agricultura Familiar, na sede da Secretaria de Estado da Inclusão Social (Seides), em Aracaju (SE). A cada quinze dias, agricultores da capital sergipana e de mais quinze municípios se encontram na Seides para vender seus produtos cultivados sem agrotóxicos.
“O cultivo dá um pouquinho mais de trabalho, porque a gente faz o próprio adubo, o próprio inseticida, sempre com coisas naturais, como a manipueira, mas vale a pena porque a gente sabe que é tudo saudável”, disse Vanda Félix, agricultora de Capela, que participa da feira há mais de dois anos.
“Hoje a gente tem conhecimento para saber que este é o mais saudável”, disse. Segundo ela, a prova vem dos próprios clientes. “Tem gente que não falta e diz que a saúde da família melhorou e a comida ficou mais gostosa”, comentou.
A dona de casa Maurina Azevedo, cliente da feirinha da Seides há um ano, confirma.”Tudo melhorou lá em casa. A comida tem mais sabor, a saúde de todo mundo melhorou. E as frutas e verduras duram até mais tempo sem agrotóxico, principalmente as folhas”, disse.
E a edição de hoje foi especial pela comemoração do Dia Mundial da Alimentação. A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) mandou mudas de árvores frutíferas, como caju, pitanga, graviola, entre outras, para distribuir gratuitamente. Foi a sensação da feira, as pessoas se acumulando para pegar uma muda e fazendo perguntas aos funcionários da Emdagro sobre plantio e cuidados.O Programa QualiVida, da Secretaria de Estado da Educação (SEED), marcou presença no Dia Mundial da Alimentação. A SEED também recebe a Feira da Agricultura Familiar mensalmente e, nesta edição, levou uma turma para checar a pressão arterial da clientela na Seides.
Segundo a enfermeira do programa, Talita Siqueira, a preocupação não foi o fato de encontrar pessoas com hipertensão arterial, mas o fato de estas pessoas não saberem que têm este problema. “Infelizmente, muitas vezes, a hipertensão arterial não apresenta sintomas. Sem exames de rotina, a pessoa acaba descobrindo numa situação grave, como um infarto”, explicou.
Ela disse que as ferramentas ideais são alimentação correta e prática de atividade física. “É preciso cuidar do que se come e se exercitar. Isso serve para a prevenção e para o tratamento”, disse Talita.
Outro motivo de comemoração foi a saída do Brasil do mapa mundial da fome. “Depois de tantos anos com um dado tão terrível, o Brasil hoje pode comemorar por 98,3% de sua população ter acesso a alimentos e segurança alimentar”, disse Vânia Junqueira, diretora de Segurança Alimentar da Seides. O dado foi apresentado em relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado em setembro.
Segundo a diretora, poucos grupos populacionais têm dificuldade de acesso a alimentos ou a uma variedade de nutrientes que garantam segurança alimentar, a exemplo de comunidades ribeirinhas, que acabam mantendo uma alimentação baseada no peixe.
“Os governos federal, estaduais e municipais continuam somando esforços para cobrir cem por cento da população. Este dado é a prova de que políticas públicas efetivas trazem resultado para a população”, comentou.

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