Deso espera que bairros não fiquem mais de 24h sem água
Prefeitos da Grande Aracaju discutem alternativas para abastecimento
Cotidiano 11/05/2015 13h00

Por Fernanda Araujo

Prefeitos dos municípios sergipanos afetados pelo desabastecimento gerado pela queda da tubulação da adutora do São Francisco, no último sábado (9), na cidade Pedra Branca, se reuniram, na manhã desta segunda-feira (11), na Companhia de Saneamento de Sergipe, a Deso. Eles discutiram alternativas para o abastecimento de água.

Na cidade de Nossa Senhora do Socorro, a preocupação são as regiões do conjunto Jardim, o Parque dos Faróis e entorno, como os loteamentos Pai André, Santo Inácio, Guajará, Santa Cecília, Viraneio e Rosa de Maio, que hoje estão sem água. “São regiões um pouco mais altas e como têm pouca água acaba não subindo. Mas a Deso disse que trabalhará durante a madrugada para ver se essa região amanhã estará sendo atendida”, afirma o prefeito do Município, Fábio Henrique.

A região do complexo Taiçoca vai alternar o fornecimento de água com a sede do Município e sofrerá prejuízos suportáveis, segundo o prefeito. "A prefeitura já está disponibilizando três carros-pipa com água potável; já autorizei ao secretário de Serviços Urbanos a contratar mais, acho que a dificuldade agora é achar carro-pipa que transporte água potável porque outros são utilizados para molhar canteiro, etc.”.

Para situações emergenciais em unidades de saúde, hospitais e escolas dos Municípios, a Deso disponibiliza caminhões-pipa para abastecimento. Em São Cristóvão, a água começou a faltar desde ontem na maioria dos bairros. A prefeita Rivanda Farias se reúne na cidade com o secretário de Infraestrutura, de Ação Social, de Educação e de Saúde, para montar estrutura que abasteça as escolas e os postos de saúde.  

Na Barra dos Coqueiros faltou água desde ontem, mas hoje, das 9h às 12h, foi disponibilizada. “Peço à população que não desperdice água e use apenas para o necessário. Vamos analisar a situação dos postos de saúde, do hospital e da das escolas”, disse o prefeito Airton Martins. “Vamos estar somados com a Deso nesse trabalho emergencial. Esse problema mostra a importância do rio São Francisco e de sua revitalização”, comentou o prefeito de Aracaju, João Alves Filho.

Soluções

Segundo o presidente da Deso, Carlos Melo (abaixo), a região Sul da capital foi a menos afetada por ser abastecida pelo sistema Cabrita. “Nós já tiramos uma boa parte da água desse sistema e conseguimos remanejar para outros bairros. Montamos uma sala de situação com engenheiros e equipes da Deso, eles avaliam os níveis de reservatórios da nossa cidade a cada hora, se chegou antes e conseguimos atender um determinado bairro passamos para outro, o objetivo é que no máximo um 

bairro fique até 24 horas sem água”, ressalta.

O presidente ainda enfatiza que a barragem do rio Poxim, inaugurada em 2013, que corresponde a 30% do sistema, tem suprido a oferta de água das áreas afetadas. “O que está salvando a Grande Aracaju é essa barragem, que tem água e sistema para tratar, tem até bastante água para a população de Aracaju, mas não tem como canalizar ela para tratar em outra estação de tratamento que é a adutora do São Francisco, isso seria uma obra muito maior do que a que estamos fazendo emergencialmente”.

O sistema da Grande Aracaju é formado por quatro sistemas: Adutora do São Francisco que coloca vazão de 2.600 litros por segundo, corresponde a 70% do abastecimento; o Rio Poxim, com capacidade de 800 litros por segundo; Cabrita e Imbura com 250 litros por segundo. 

Fotos: Fernanda Araujo/F5 News

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