Desabamento de prédio em Aracaju: testemunhas são ouvidas em última audiência
Cotidiano 25/05/2017 12h42 - Atualizado em 25/05/2017 13h36Por F5 News
Após quase três anos do desabamento de um prédio de quatro andares no bairro Coroa do Meio, em Aracaju (SE) no ano de 2014, que atingiu uma família, uma audiência foi realizada nesta quinta-feira (25) na 1º Vara Criminal do Fórum Gumercindo Bessa.
Sem dar acesso à imprensa, essa foi a última audiência de instrução do processo realizada antes do julgamento, conduzida pela juíza Jane Santos Silva Santos Vieira. Algumas testemunhas e as vítimas do acidente foram ouvidas e, ao saírem do local, não quiseram dar entrevista.
O advogado do dono do imóvel, Fábio Guilherme, falou com a imprensa, mas não deu detalhes sobre os argumentos de defesa.
“Já havíamos apresentado a resposta à acusação e a tese da defesa. Iremos acrescentar alguma coisa e isso será feito oportunamente, eu poderei dar mais detalhes após apresentação das mesmas”, disse.
A partir de agora, a juíza responsável pelo caso deve analisar o que foi anexado ao processo, inclusive os depoimentos de hoje, para só então apresentar o parecer final.
Lembre
Em 19 de julho de 2014 um caso chocou os sergipanos e tomou repercussão nacional. Na madrugada de sábado um prédio de quatro andares em fase de acabamento no bairro Coroa do Meio desabou deixando uma família de quatro pessoas soterradas por mais de 34 horas embaixo de toneladas de escombros. As vítimas, que dormiam no local, foram o servente de pedreiro, Josivaldo da Silva, 24 anos, a esposa dele, Vanice de Jesus, 31, e os filhos Ane Gabriele de Jesus, 8, e Ítalo Miguel, de 11 meses.
O Corpo de Bombeiros e agentes da Força Nacional ajudaram no resgate. O casal e os dois filhos foram retirados entre os escombros, mas a criança de 11 meses faleceu pouco tempo depois do resgate.
O Conselho Regional de Engenharia (CREA) analisou a estrutura e o projeto do prédio; depois de dois anos o conselho apresentou um laudo apontando como causa do desabamento uma associação de erros na construção, falhas na elaboração e na execução do projeto e falta de acompanhamento do engenheiro, que foi responsabilizado e teve o registro cassado.
Foto: Jadilson Simões / Futura Press/Folhapress

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