Deputados estaduais visitam Oncologia do Huse
Proposta é encontrar solução para problemas como falta de medicamentos
Cotidiano 23/04/2013 12h00

Por Fernanda Araujo

Deputados estaduais, membros da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), visitaram na manhã desta terça-feira (23) as instalações da Oncologia do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse). O intuito é tentar mobilizar uma solução imediata para os problemas constatados no setor, entre eles a falta de medicamentos e insumos, estrutura, equipamentos quebrados como o elevador e falta de lanches.

A visita não pôde ser acompanhada pela imprensa, devido aos possíveis riscos de contaminação, e requer cuidados, segundo a superintendente geral do hospital, Madeleine Ramos. Apenas foram permitidas imagens de uma reunião anterior à visita, que também tratou de explicar o funcionamento do hospital, juntamente com médicos e a coordenação da Oncologia. Dos oito membros da Comissão, compareceram apenas capitão Samuel, Augusto Bezerra e o presidente, Gilson Andrade.

Questionada quanto às acusações segundo as quais a Fundação de Saúde estaria gerando um caos no funcionamento do hospital, a superintendente Madeleine Ramos (foto abaixo) afirma que a Fundação está encontrando dificuldades e tentando sanar os problemas. “Eu não vou dizer que a Fundação de Saúde gera caos, eu vou dizer que a Fundação é a nossa administradora. Obviamente nós, que estamos na ponta sofremos, somos nós que estamos lidando com o paciente e com a dor. Se eu disser que a Fundação não está tentando, seria leviandade”.

Enquanto as tentativas não geram soluções visíveis, os problemas - sobretudo a falta de medicamentos - continuam afetando os pacientes. O jovem Eric Leite, que acompanha o avô de 75 anos com câncer de próstata em quase três anos de tratamento, chegou à unidade na manhã de hoje para buscar um medicamento. No entanto, a viagem de três horas do interior para Aracaju foi em vão.

A informação é que o determinado medicamento que o paciente toma costumeiramente está em falta. Apesar de ser a primeira vez que não há o remédio na unidade, Eric está indignado. “O médico teve que receitar uma medicação três vezes mais potente que a outra, podendo causar até riscos a ele, não sei ao certo. É uma restrição de um direito, como cidadão me sinto muito triste e revoltado com esta situação. Além disso, o elevador está quebrado desde que meu avô inici

ou o tratamento aqui. Chega a ser constrangedor ter que subir escada com ele”.

A superintendente do Huse alega que a aquisição dos medicamentos é de responsabilidade da Fundação de Saúde, e que pela competência do hospital tudo está sendo feito para o bom atendimento à população. “Estamos aqui na verdade querendo que todos os esforços sejam feitos. A nossa parte é administrar, significa que nós não somos os ordenadores da despesa. A população acha que é o hospital que compra. A Fundação é quem faz a aquisição, o Huse é totalmente dependente do ponto de vista financeiro, já o que nos compete é fazer a programação de gastos dos insumos, medicamentos, sinalizar as demandas, necessidade de equipamentos e manutenção, contratação de profissionais. Nesse sentido é o que nós temos feito”, explica.

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