Denúncias sobre má qualidade de serviços do Hemose são infundadas
Centro de Hemoterapia prova que plasma não está sendo jogado no lixo
Cotidiano 17/07/2013 15h35

Por Laís de Melo

O Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose) provou que denúncias feitas na manhã desta quarta-feira (17), no blog do jornalista Cláudio Nunes, são infundadas. Segundo a acusação, todo o plasma coletado estaria sendo jogado no lixo, e a parceria com o governo da França, para exportar esse sangue, não teria dado certo devido à falta de qualidade e segurança no processo de produção e armazenamento.

Na verdade, o plasma é um dos componentes do sangue que está em desuso nas práticas clínicas em todo o Brasil, como deixou claro o diretor-geral da Fundação de Saúde Parreiras Horta, Roberto Gurgel. “O plasma não faz parte do sangue que é enviado aos hospitais para a realização das transfusões sanguíneas. Apenas 10% que é coletado dele é utilizado para procedimentos clínicos”, disse o médico e diretor da fundação que é responsável pela administração do Hemose.

Todo o plasma fica armazenado nos freezers do centro sem nenhuma utilização, e Gurgel explica que os componentes do sangue verdadeiramente utilizados são as hemácias e as plaquetas. Através das fotos percebe-se que os refrigeradores que comportam os plasmas estão lotados, diferente da situação dos que armazenam os outros componentes: vazios por estarem sendo enviados aos hospitais constantemente, e necessitando de mais doações.

“O plasma fica aqui estocado sem utilidade, por isso o governo do Brasil fez parceria com o governo da França, para que esse sangue seja utilizado na indústria de lá para a produção de vários componentes”, explicou Gurgel.

Diferente do que diz a denúncia, o Hemose não perdeu credenciamento com o Laboratório Francês de Biotecnologia (LFB) por falta de qualidade em produção e armazenamento. Ao contrário disto, o superintendente do Hemose, Renato Dantas, mostrou que das duas auditorias fiscais feitas neste ano pelo o Ministério Público de Sergipe, que é o verdadeiro responsável por essa fiscalização, o Hemose encontra-se classificado como nível de excelência dos seus serviços.

Renato esclareceu que durante a primeira visita dos franceses ao centro de hemoterapia, há um ano, foi declarado que o plasma não serviria por não estar dentro da legislação francesa. “Eles deram um prazo para nós nos adequarmos à lei, e o único item que está faltando é a questão dos freezers. Precisamos de mais freezers para manter o estoque. Essa fiscalização está sendo feita em todo o Brasil”, disse Renato.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fotos: Laís de Melo

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