Dengue: Sergipe tem 1751 casos notificados e 562 confirmações
Cotidiano 15/06/2014 09h00

A dengue é uma doença endêmica que ocorre durante todo o ano, porém, fatores climáticos favorecem as mudanças no comportamento da doença. O verão é a estação mais propícia para um aumento na ocorrência de casos de Dengue, visto que o vetor Aedes aegypti tem toda condição favorável para sua proliferação.

“Em contrapartida, no outono, com as chuvas noturnas intercaladas com o sol forte durante o dia, há grande possibilidade do mosquito se proliferar. As orientações não mudam de estação para estação. Para o Aedes aegypti se multiplicar, ele precisa de água. Portanto, é importante observar todos os lugares onde se acumulam água e que não estejam devidamente vedados e limpos”, comenta Sidney Sá, coordenadora do Núcleo de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Segundo dados do Núcleo de Endemias da SES, de janeiro até a primeira semana de junho de 2014, foram notificados 1751 casos de Dengue em Sergipe, sendo 562 confirmados.

“Mantivemos a situação controlada nesse primeiro semestre de 2014 e esperamos encerrar o ano sem registrar epidemia. Não há casos confirmados de Dengue Hemorrágica em Sergipe”, reforça Sidney Sá.

Ainda segundo o Núcleo, os 10 municípios que mais notificaram e confirmaram casos de Dengue até a primeira semana de junho foram: Aracaju (750 casos notificados e 357 confirmados), Itabaianinha (263 casos notificados e 50 confirmados), Nossa Senhora do Socorro (120 notificados e 24 confirmados), Estância (72 notificados e 10 confirmados), São Cristovão (51 notificados e 27 confirmados), Barra dos Coqueiros (47 notificados e 9 confirmados), Umbaúba (39 notificados e 3 confirmados), Lagarto (29 notificados e 6 confirmados), Ilha das Flores (28 notificados e 6 confirmados) e Gararu (25 notificados e 10 confirmados).

Para Sidney Sá, é preciso que todos os municípios, mesmo sem ter casos notificados ou confirmados da doença, façam uma busca ativa e uma avaliação junto à Atenção Básica municipal.

“A investigação compulsória de todos os casos, até os suspeitos por Dengue, é feita pelas próprias Vigilâncias Epidemiológicas das Secretarias Municipais da Saúde. É de responsabilidade da Vigilância Municipal notificar o caso no sistema de informação e automaticamente informar à Vigilância Estadual. A SES orienta a todos os gestores municipais que façam as investigações de casos suspeitos, o levantamento e sempre reforcem o trabalho de controle nas áreas de moradias”, complementa.

Ainda de acordo com coordenadora, “o Ministério da Saúde, enquanto ente Federal, repassa recursos financeiros direto para os municípios para que desenvolvam as ações de Vigilância em Saúde. Fornece ainda materiais, como larvicidas (produto para matar a larva do mosquito), adulticida (inseticida para matar o mosquito) e kits para diagnóstico que são processados no Lacen,. Paralelo a isso, o Governo de Sergipe desenvolve ações em parceria com os municípios, fornecendo material educativo (folders, cartazes, filipetas, adesivos para os consultórios médicos, etc) e recursos humanos com a ação da Brigada Itinerante formada por 50 agentes de endemias. O Governo do Estado também disponibiliza carros fumacê para aqueles municípios que estão em risco iminente de epidemia”.

O Governo do Estado está com uma programação de aplicação do Fumacê em 04 municípios neste mês de junho (Barra dos Coqueiros, Itabaianinha, Ilha das Flores e Umbaúba) e um reforço na distribuição do larvicida e adulticida para os 75 municípios.

“Os municípios precisam também reforçar as ações visitando diariamente os locais de maior risco e eliminando os possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti. Essas visitas são realizadas pelos agentes de saúde e de endemias. Além disso, há todo um trabalho educativo e informativo junto às escolas, para orientar, desde cedo, às crianças e jovens, sobre a importância de manter a casa, os quintais e os terrenos baldios sempre limpos, além de não jogar lixo nas ruas. A própria população deve cobrar dos entes municipais a limpeza correta das ruas, praças, cemitérios, terrenos abandonados para que o mosquito não se prolifere”, pontua Sidney Sá.

Fonte e foto: Asscom/SES

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