Dengue: levantamento da Saúde mostra que Aracaju continua em alerta
LIRAa apresenta o bairro Cidade Nova em estado de risco, com 4.1
Cotidiano 11/08/2015 11h34

Por Fernanda Araujo

A capital sergipana, Aracaju, apresenta índice de infestação do mosquito da dengue em 2.3, valor considerado como médio risco ou alerta para o aparecimento de surtos e epidemias. O 4º Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2015, realizado nos 42 bairros entre os dias de 29 de junho até 6 de julho, foi apresentado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), nesta terça-feira (11), e constatou, até o momento, apenas quatro bairros considerados de risco e médio risco.

O bairro Cidade Nova é o único em risco, com 4.1, (no ano passado estava em 2.6), no entanto, sem notificação de casos de dengue durante o mês de julho. Os bairros de médio risco foram o Cirurgia com 3.9; 18 do Forte registrado 3.8 (que no ano passado estava em primeiro com 6.0); e Ponto Novo com 3.2. Mesmo pontuando médio risco, estes locais estão mais próximas do risco de epidemia, que é acima de 4%.

Comparado com o primeiro semestre de 2014, com o mesmo período de 2015, esse ano o índice é considerado melhor em relação à infestação, a qual teve queda de 33%. “Ano passado a gente estava com 2.7 e esse ano com 1.8. Conseguimos ter o controle da larva. Quando a gente avalia o número de bairros em 2014, que estavam acima de 4.0, tivemos 21 bairros, houve queda para esse ano de 88%”, avalia a coordenadora do Programa Municipal de Controle da Dengue, Thaise Cavalcante.

“As larvas tem tempo para se transformar em mosquito adulto, no período de chuva, de 15 a 30 dias, é um tempo para que a população colabore e elimine essas larvas. A presença do vetor é quem vai transmitir a doença. Em Aracaju, nos meses de março e abril, houve grande número de pessoas adoecendo por uma virose que caracterizava no primeiro momento ser dengue, mas foi descoberto o Zica vírus. Hoje o Aedes está transmitindo dengue, chikungunya e o Zica vírus, precisamos realmente intensificar o trabalho preventivo”, acrescenta.

Para o secretário de Saúde, Luciano Paz, não se pode facilitar. “Não estamos em situação crítica, mas qualquer vacilo nosso uma epidemia de dengue pode chegar a Aracaju, já que os estado vizinhos de Alagoas e a Bahia estão em epidemias de dengue, zica e chikungunya. Sobre o LIRAa a tendência é cada vez diminuir as ocorrências da Dengue. Podemos passar o ano de 2015 sem nenhum caso de morte por causa da doença”, diz.

Os maiores problemas encontrados não foram nos bairros em que há maior quantidade de terrenos baldios como Atalaia, Robalo, Mosqueiro, Aeroporto, como se acredita. Estes apresentaram menores índices do que os bairros mais populosos, onde há acúmulo de água parada em caixas d’água, vasos de planta e pneus, e entulhos armazenados dentro das residências, que subiu de 4% para 12%.

Ações

Dentre as ações, a SMS reafirma que está sendo identificado, quinzenalmente, os bairros com maior índice de infestação e, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, passando carros fumacê nas áreas e força tarefa nos dias de sábado. Além disso, agentes de endemias tem realizado borrifação e orientações à população. “Vamos acompanhar os índices e os que tiverem com índices maiores receberão maior atenção. A ação já mostrou que tem resultado e não tem o que muito mudar. Apenas vamos monitorar. Em índice de menor infestação o Estado de Sergipe só perde no Nordeste para Maranhão”, ressalta Luciano Paz.

Foto 2: Prefeitura Municipal de Aracaju

Foto 3: Fernanda Araujo/F5 News

 
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