Delegado-geral diz que Sergipe não vive momento de pânico
Cotidiano 19/07/2016 09h50

Da Redação

O delegado-geral da Polícia Civil de Sergipe, Alessandro Vieira, voltou a reconhecer nesta terça-feira (19) que é preocupante o avanço da criminalidade no estado e as forças policiais precisam imprimir mais esforços para tentar conter a onda de violência que apavora os sergipanos, mas segundo dele, o momento não é de pânico. Em pronunciamento oficial sobre o assassinato do delegado Ademir de Melo, 37 anos, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) ratificou que lamenta o fato e trabalha para prender o responsável.“No Brasil, em Sergipe, ainda se morre, se mata muito. Muito além do que desejaríamos que acontecesse”, afirmou. 

Segundo o delegado, ainda é cedo para detalhar apenas uma linha de investigação sobre a morte do delegado, contudo, testemunhas afirmam que o autor do disparo estaria esperando Ademir e já passou por ele atirando. O delegado foi morto com três tiros desferidos de um revólver calibre 38. “Não descartamos nenhuma possibilidade. Estamos focados em elucidar o crime”, destacou Vieira, acrescentando que não havia registro de ameaças contra Ademir e sua família.

Durante a coletiva, o delegado-geral informou que as imagens do local estão sendo tratadas pelas equipes de investigações para serem divulgadas. “Existe a necessidade da confirmação da dinâmica do local, mas a priori se trata de apenas um atirador. Não descartamos nenhuma possibilidade nesse momento, temos que aguardar o desenrolar das investigações para afunilarmos as hipóteses mais prováveis”, destacou.

As investigações do assassinato são conduzidas pelos delegados João Eloy, diretor do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope), e Jonathas Evangelista, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP).

Quem tiver informações sobre esse crime pode ligar para o Disque Denúncia 181 ou enviar informações pelo aplicativo Disque Denúncia SE, que pode ser baixado nas lojas virtuais de aparelhos celulares com sistema Android. O denunciante não precisa se identificar.

Apesar de não apresentar dados, o delegado geral informou que o número de assassinatos, que havia registrado declínio em maio, apresentou uma elevação no mês de junho. O balanço do semestre, conforme o delegado-geral, deve ser apresentado em breve. Segundo Alessandro, não há falta de trabalho, mas sim de recursos. Ele pediu que a população confiasse no trabalho da Polícia. “Com base nas avaliações semanais, estratégias são feitas. Não estamos vivendo um momento de pânico, porém de muito trabalho”, finalizou.

*Com SSP

 

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