Delegado diz que segurança chegou ao caos e responsabiliza secretário
“João Eloy não apresentou projeto efetivo de combate à criminalidade”
Cotidiano 19/09/2012 08h52

Por Joedson Telles

Vice-presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Sergipe (Adepol) e do Sindicato dos Delegados de Polícia de Sergipe (Sindepol), o delgado Alexandre Pires denuncia caos na Segurança Pública de Sergipe. Segundo ele, os responsáveis são os próprios gestores. “Não responsabilizo apenas a superintendente (Katarina Feitosa) pelo caos que se encontra a nossa Segurança Pública, vez que o secretário João Eloy, apesar de já estar no cargo há mais de três anos, não apresentou nenhum projeto efetivo de combate à crescente criminalidade”, diz.

Segundo Alexandre Pires, os índices de violência no estado vem crescendo de forma descontrolada, e este fato não é dito apenas pela Adepol ou sentido na pele pela população. “De acordo com dados do mapa da violência, publicado em parceria com o Ministério da Justiça, diversos municípios apresentam índices altíssimos de homicídios, a exemplo de Propriá e Neópolis”, disse.  

Alexandre diz ainda que, em Propriá, o índice de homicídios chega a 66,8 mortes por grupo de cem mil habitantes, com dados de 2010, sendo que no ano de 2000 era de 29,2. Já em Neópolis, nesse mesmo período, saltou de 43,0 em 2000 para 70,2. Na região metropolitana ocorre o mesmo descontrole, pois a Barra dos Coqueiros passou de 28,1 mortes por cem mil habitantes em 2000 para 56,1 em 2010, e São Cristóvão passou de 15,5 em 2000 para 41,8 em 2010.

“Tudo isso, além dos dados oficiais do Ministério da Justiça, está sendo percebido pela população, sem falar dos roubos e outros crimes graves, reflexos da falta de uma política de segurança e de um mínimo planejamento público”, diz.

Falando particularmente sobre a gestão da superintendente da PC, Katarina Feitoza, o delegado considera a mais desastrosa de toda a história da Polícia Civil. “Já que a única política de segurança que ela conhece é a da perseguição e transferências arbitrárias de servidores, conseguindo desagradar a grande maioria dos policiais e delegados, fato que com certeza tem influenciado negativamente no desempenho das atividades funcionais dos mesmos com consequente reflexo no aumento da insegurança pública”, disse.

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