Delegado detalha investigações sobre desaparecimento do taxista
Não houve sequestro. Taxista decidiu ir embora por conta própria
Cotidiano 07/01/2014 08h43

Por Fernanda Araujo

O delegado André Baronto, do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope), detalhou as investigações sobre o desaparecimento do taxista Laércio Pereira da Silva, de 51 anos, na manhã desta segunda-feira (06). O taxista estava desaparecido desde o início da manhã da virada do ano, na quarta-feira (01), e foi encontrado na noite de sábado, dia 04.

Segundo a polícia, ele tinha sido visto pela última vez no dia 1º às 5h30 abastecendo o veículo com que trabalhou na virada do ano. Por vontade própria Laércio teria dirigido o táxi da empresa até a cidade de Feira de Santana (BA) onde deixou o veículo estacionado em um local seguro em uma avenida. De lá foi até a rodoviária e pegou um ônibus em direção a São Paulo, sua cidade natal. “Chegou lá ficou perambulando na rua, passou alguns dias refletindo, se arrependeu do que fez, entrou em contato com a família e retornou”, conta o delegado.

O delegado afirma que ouviu o taxista hoje pela manhã, o qual declarou que estava deprimido por causa de problemas pessoais, e por isso decidiu ir embora. O veículo foi encontrado através de um cidadão aracajuano que estava em Feira de Santana e reconheceu o carro por conta das reportagens. O cidadão entrou em contato com o Cope, que confirmou e pediu apoio da polícia baiana.

Segundo informações de parentes, Laércio Pereira teria sido vítima de sequestro por parte de um elemento armado que lhe roubou e o obrigou a dirigir por várias horas, no entanto, a polícia nega. “No início acreditamos em sequestro. Começamos a colher provas, as últimas pessoas que tiveram contato com ele foram ouvidas, nos últimos locais por onde ele passou conseguimos imagens, a gente teve uma certeza até que momento ele estava bem e porque tomou aquela decisão. Durante o tempo que estava desaparecido, ele tinha deixado o celular em casa, então a família não teve nenhum contato com ele”.

A suposta dívida de 600 reais que Laércio teria adquirido, segundo o delegado, não teria sido o motivo para o sumiço. O delegado explica ainda que o caso não cabe processo pelo fato do taxista não ter praticado nenhum crime, como acionar a polícia fingindo sequestro ou pedindo resgate. “No veículo não tinha marcas de agressão, o que nos tranquilizou mais, e logo em seguida, na noite de sábado ele mesmo entrou em contato com a família dizendo que estava em São Paulo, onde tem família. Entramos também  em contato com ele para saber se precisava de alguma coisa. A própria família providenciou o retorno dele”, explica.

A informação passada pela polícia é que o taxita está tranquilo e já se encontra com a família em Aracaju. Além disso, será encaminhado a tratamento psicológico.

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