Delegacias em Sergipe permanecem sem receber novos detentos
​Quase 400 presos já foram transferidos para os presídios do estado
Cotidiano 02/01/2017 12h41 - Atualizado em 02/01/2017 14h53

Por Fernanda Araujo

As delegacias de Polícia Civil de Sergipe continuam impedidas de receber novos presos, embora a grande maioria dos detidos que estavam custodiados tenha sido transferida para os presídios do estado.

A portaria da Polícia Civil, publicada no inicio do mês de dezembro, por determinação do delegado-geral Alessandro Vieira, não foi revogada.

A portaria proíbe a custódia de presos nas delegacias, até que todos sejam transferidos para unidades prisionais geridas pela Secretaria de Estado da Justiça (Sejuc).

Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública (SSP), conforme informações do coordenador das Delegacias da Capital, delegado André Baronto, a portaria segue em vigor.

“Cada prisão deve ser comunicada aos coordenadores, para que definam onde fazer a custódia provisória”, diz a assessoria.

Hoje, apenas 23 presos continuam custodiados nas delegacias do Estado, de acordo com o secretário de Segurança, João Batista. O secretário evidencia o trabalho do governo, da Sejuc, da SSP e da Procuradoria Geral do Estado que proporcionou a transferência de quase 400 presos.

“Isso é um feito muito grande porque alivia o trabalho da Polícia Civil, que é voltado à investigação policial. Se a PC tiver outro objetivo no qual seja cuidar de um encarcerado, esse trabalho investigativo que já é muito duro e complexo fica mais complicado ainda. Isso dá segurança ao trabalho da polícia e à sociedade porque as delegacias ficam em locais urbanos, então qualquer problema que houver quem sofre é a população”, ressalta o secretário.

Há um mês, conforme o secretário, quase 400 presos estavam custodiados nas delegacias, e em menos de 15 dias esse número foi absorvido.

“Hoje temos apenas 23, que é um fluxo normal. Preso sempre vai existir na delegacia porque às vezes o delegado, o investigador precisa que o preso continue na delegacia para ouvi-lo de novo, colher novas provas. Mas isso tem que ser a exceção e não a regra”, acrescenta Batista.  

Após a suspensão da interdição por três meses do Copemcan determinada pela Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), cerca de 200 presos foram transferidos das delegacias para o Complexo Penitenciário Dr. Manoel Carvalho Neto (Copemcan), em São Cristóvão (SE) no mês de dezembro, e outros para o Complexo Penitenciário Advogado Antônio Jacinto Filho (Compajaf), localizado no bairro Santa Maria, em Aracaju.

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