Defesa Civil tranquiliza quanto às chuvas em Sergipe
Cotidiano 19/01/2016 20h03

O tempo instável e as fortes chuvas que ocorreram na última segunda-feira (18), na capital e em outras regiões de Sergipe chegaram a preocupar os sergipanos, mas mesmo com seu alto volume, não trouxeram grandes danos à população. De acordo com a Defesa Civil Estadual, as chuvas registradas no estado não têm como característica a ocorrência uniforme em todos os territórios, acontecendo diariamente em pontos isolados, o que é benéfico de uma forma geral.

“Do ponto de vista hídrico, o impacto foi bastante positivo. Nós estamos sofrendo com a seca há mais de quatro meses no Estado e essas chuvas vêm trazendo uma retomada e uma recuperação hídrica da região. Esperamos que as chuvas consigam chegar a todos os pontos do Estado, já que o mês de janeiro é considerado o mais grave com relação à seca, principalmente na região do sertão. Nesse caso, as chuvas são extremamente positivas”, explica o Coordenador Estadual da Defesa Civil, Coronel Mendes.

Mendes esclarece ainda que as chuvas podem se tornar preocupantes, a depender da intensidade. “Quando a chuva realmente vem de maneira muito intensa e em curto espaço de tempo, pode provocar transtorno e danos. Isso tem acontecido em alguns municípios, como o problema da rodovia em Monte Alegre, mas não temos registros de desabrigados, desalojados, nem pessoas feridas. Apenas os transtornos normais ocasionados pelas chuvas, a exemplo de pontos de alagamentos nas cidades ou a água que invade algumas casas. Mas após a passagem desse momento mais crítico, as pessoas retomam sua vida normalmente”, pontua.

Aedes aegypti

Com as chuvas, outra questão que deve ser levada em consideração é a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Para o Coronel Mendes, “chuva e desatenção podem intensificar as condições para que o mosquito se prolifere. Nós sabemos que ele está aí assolando fortemente vários Estados da federação, inclusive Sergipe. E como não existe remédio ou vacina para as doenças que ele transmite, a única forma de combatê-lo é evitando que ele nasça”.  

Mendes alerta, ainda, que na região do sertão, onde o armazenamento de água é uma necessidade imperiosa para o consumo, os cuidados tornam-se ainda mais imprescindíveis. Para ele, o armazenamento em si não é o problema, mas sim a forma que ele é feito. “A Defesa Civil entende que a população precisa adotar comportamentos mais responsáveis em relação a isso, fazendo vistorias em suas casas e impendido o acumulo de água. Tudo isso deve ser combatido com muita força, pois só assim conseguiremos controlar o mosquito, impedindo que ele nasça e transmita essas doenças que tem assolado a população”, destacou.

Fonte: ASN

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