Defensoria consegue tratamento para mulher com Ceratocone
Cotidiano 04/02/2017 14h16 - Atualizado em 04/02/2017 15h13A Defensoria Pública do Estado de Sergipe, por meio do Núcleo da Saúde, ingressou com Ação Condenatória com Pedido de Tutela de Urgência em face do Município de Aracaju para garantir a aplicação de Cross-linking de Colágeno nos olhos da enfermeira Célia Thamires Oliveira Santos, portadora da doença Ceratocone.
Segundo a enfermeira, a aplicação do Cross-linking evita futuramente um transplante de córnea. “Quando é realizado em fases iniciais do Ceratocone o tratamento impede a evolução da doença, diminuindo a probabilidade do transplante de córnea. O principal sintoma do Ceratocone é a visão emborrachada e distorcida tanto para longe quanto para perto, dores de cabeça, halos em torno das luzes, fotofobia e coceira”, explicou Thamires.
Preocupada em perder a visão, Célia Thamires recorreu à Defensoria Pública para ter direito ao seu tratamento. “Estava angustiada quando a equipe médica, responsável pelo diagnóstico da doença, me orientou a procurar a Defensoria Pública, me dando a esperança de que só aqui eu poderia conseguir mediante a impossibilidade de arcar com os custos do procedimento”, relata.
O juiz de Direito Substituto do Juizado Especial da Fazenda Pública, Guilherme Diamantino de Oliveira Weber, deferiu os pedidos da Defensoria Pública e determinou que o Município de Aracaju fornecesse, de forma urgente, a aplicação de Cross-linking de colágeno, sob pena de ser sequestrado valor suficiente para cumprimento da obrigação.
O Município de Aracaju não cumpriu a decisão e a Defensoria Pública pediu o sequestro do valor do tratamento no valor de R$ R$ 7, 6 mil, que foi concedido pelo magistrado José Anselmo de Oliveira.
“Fui muito bem recebida pelos defensores públicos, e, através do Núcleo da Saúde, conquistei meu direito de fazer o tratamento sem arcar com nada”, comemora Célia Thamires.
"Muito embora a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS - Conitec tenha incorporado o procedimento ao Sistema Único de Saúde (SUS), ele ainda não se encontra disponível, o que tornou necessário o manejo da presente demanda cominatória, a fim de evitar o agravamento do quadro clínico da assistida", pontuou o defensor público e coordenador do Núcleo da Saude, Saulo Lamartine.
Fonte: Defensoria Pública de Sergipe

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