Decreto de Dilma enfraquecendo greves desagrada sindicalistas
Cotidiano 25/07/2012 15h12Por Sílvio Oliveira
Um decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff, que foi publicado nesta quarta-feira (25), no Diário Oficial da União, determinando que os ministros poderão realizar convênios com os Estados e municípios, inclusive substituindo os funcionários grevistas nas áreas que sofrem com paralisações, não agradou ao Movimento Sindical em Sergipe.
O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Sergipe (CTB/SE), Edval Góis, classificou o decreto como um retrocesso, já que fere conquistas dos trabalhadores.Segundo ele, o que o Governo Federal precisaria assinar é a Convenção 151, da Organização Mundial do Trabalho (OIT), que estabelece o princípio da negociação coletiva entre trabalhadores públicos e os governos das três esferas - municipal, estadual e federal.
“A Convenção já foi aprovada no Congresso e falta à presidente assinar. Melhorará o governo e o trabalhador, que teria acordo coletivo como os celetistas”, afirma.
Em greve desde o dia 11 de junho, o sindicato responsável pela categoria de servidores técnicos administrativos da Universidade Federal de Sergipe (Sintufs) também não concorda com a medida tomada pelo Governo Federal. “Temos que ser ouvido, atendido em nossas reivindicações. Não é com ameaças, decretos e portarias que resolverá. O problema continuará existindo”, diz Edjanária Borges, do Sintufs.
O responsável pelo Sindicato dos Servidores da Fundação Nacional de Saúde (Sindsfuse) Ricardo Nunes destaca que os servidores continuam em greve e nesta quinta-feira (26) farão um ato público em frente da sede da Funasa/SE, para alertar à população sobre a falta de diálogo do Governo Federal.
Nunes vê o decreto como uma forma de se afrontar à Constituição Federal e, segundo ele, fere o direito a greve. “Não se pode substituir servidores federais por estaduais ou municipais porque a atividade é especifica. Não acredito que a presidente, eleita pelo Partido dos Trabalhadores assina um decreto inconstitucional”, avalia.
Pelo drecreto, compete aos ministros de Estado buscar alternativas para garantir o atendimento à população. O decreto dispõe de quatro artigos e orienta que sejam fechadas parcerias com os estados e municípios para assegurar a continuidade do serviço em tempo de greve. As medidas adotadas nos termos do decreto acabarão quando se encerrar o período grevista.

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
