Debate vai discutir posse da Zona de Expansão
Essa é a primeira etapa para que OAB/SE se posicione sobre o caso Cotidiano 31/03/2014 11h30Por Fernanda Araujo
Ainda sem decisão sobre qual é o limite entre Aracaju e São Cristóvão, a Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Sergipe (OAB/SE) decidiu abrir um debate sobre o assunto que vai acontecer nesta segunda-feira (31), às 19h, na sede da instituição, com a presença de representantes da Frente Ampla em Defesa da Zona de Expansão para Aracaju (Faze), a Assembleia Legislativa - representada pela deputada Ana Lúcia -, os procuradores gerais dos Municípios de Aracaju e de São Cristóvão, e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O debate é a primeira etapa para que a Ordem se posicione sobre o assunto e, talvez, entre com alguma ação.
A Zona de Expansão Urbana de Aracaju tem sido motivo de disputa judicial pelas duas prefeituras há 15 anos, e desde então tem preocupado a população da área que, de modo geral, prefere que ela pertença à capital. Começou em 1999 quando uma construtora questionou a cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) por parte da Prefeitura de Aracaju. A construtora alegava que as definições do limite entre os dois municípios previstas na Constituição Estadual de 1989 feriam a Constituição Federal promulgada em 1988. Desde então foram movidas várias ações.
Após as últimas decisões do Tribunal de Justiça em Sergipe, favoráveis a que a Zona de Expansão seja de São Cristóvão, o processo tramita no Tribunal Regional Federal da 5º Região, em Recife, que manteve a mesma decisão. Em agosto do ano passado o tribunal em Recife determinou que o IBGE redefinisse o limite e recontasse a população. A Justiça se valeu de que o limite atual, com base na Constituição de 88, emenda 99, é ilegal, devendo voltar a vigorar a lei estadual 554 de 1954 onde partes pequenas do Mosqueiro, de Areia Branca e uma parcela do bairro Santa Maria pertencem a São Cristóvão. As demais áreas seriam da capital.
O IBGE, por sua vez, já tinha afirmado que 75% da zona é de Aracaju. Segundo os técnicos, geograficamente, não existe faixa de praia inclusa no território que foi demarcado segundo a lei estadual de 1954. Com isso, não há possibilidade de arrecadação de royalties pelo Município de São Cristóvão, já que também uma parte considerável da área em conflito, por lei, é considerada Área de Preservação Permanente (APP).
“Defendemos e vamos defender na OAB que não pode existir essa divisão em um mesmo território, toda a Zona de Expansão é da capital. O rio Vaza Barris e o canal de Santa Maria são limites naturais e não linha imaginária, segundo a lei 554/1954. É esse o problema, esse limite é reto e cortaria condomínios e residências ao meio. Ou seja, algumas casas seriam metade de Aracaju e metade de São Cristóvão. O IBGE já se pronunciou que não dá para fazer esse limite imaginário naquela região devido a esse problema técnico”, disse José Firmo, coordenador da Frente.
Juntamente com os outros envolvidos, a Frente Ampla em Defesa da Zona de Expansão para Aracaju vai apresentar mapas, relatórios e dados de decisões judiciais e de leis para tentar convencer os advogados e que possam embasar a decisão. A Frente e a diretoria da OAB já haviam tido audiência em novembro do ano passado, quando os advogados pediram prazo para se posicionar. “A OAB tem muita importância e reconhecimento na sociedade e no meio jurídico e capacidade técnica para intervir nesse caso”, disse José Firmo.
F5News tentou contato com o presidente da OAB/SE, Carlos Augusto, mas ele não pôde atender por estar participando de uma audiência.
Foto: arquivo F5 News/Mirella Mattos

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
